ATEEZ vende 1,1 milhão de cópias na Coreia com polêmico funk em espanhol

Menos de quatro dias após o seu aguardado retorno, o ATEEZ já colhe números astronômicos na Coreia do Sul. O grupo ultrapassou a marca de 1,1 milhão de cópias vendidas com o novo mini-álbum “GOLDEN HOUR : Part.5”, lançado no dia 26 de junho. O sucesso comercial, impulsionado pela viciante faixa-título “BAD”, acontece em paralelo a uma forte discussão levantada pelo fandom latino-americano sobre as escolhas criativas da música, promovida pela agência KQ Entertainment como um funk brasileiro, mas cantada inteiramente em coreano e espanhol!

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(Foto: Twitter @ATEEZofficial)

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De acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (29) pela Hanteo Chart, o novo projeto consolidou o octeto como uma das maiores forças físicas do mercado fonográfico atual. Este é o sexto álbum do ATEEZ a atingir a impressionante marca de 1 milhão de cópias vendidas logo na primeira semana de lançamento. O grupo já havia alcançado o feito anteriormente com os discos “THE WORLD EP.2 : OUTLAW”, “THE WORLD EP.FIN : WILL”, além dos volumes anteriores da série (“GOLDEN HOUR : Part.1”, “Part.2” e “Part.4”).

No entanto, o impressionante desempenho comercial contrasta com as discussões acaloradas entre a fã-base internacional. A recepção de “BAD” acabou expondo um descompasso entre o marketing promocional e o produto entregue. Enquanto a imprensa sul-coreana celebrou o lançamento destacando que o grupo retornava com “um toque de Brasil” adaptado de maneira equilibrada para o público local, a comunidade de fãs brasileiros e latinos classificou a abordagem como superficial.

O funk como “estética” no mercado de Seul

(Foto: Twitter @ATEEZofficial)

O principal motivo das críticas nas redes sociais se deve ao fato de a canção emular as estruturas rítmicas e as batidas marcantes do funk das periferias brasileiras, mas não possuir um verso sequer em português. Em vez disso, a faixa aposta em linhas em espanhol e traz o verso polêmico “We feel like if we’re Latinas”, misturando identidades geográficas de forma confusa em um videoclipe de estética cinematográfica que traz referências latinas genéricas.

Sem profissionais ou produtores do Brasil envolvidos na ficha técnica do estúdio, parte do fandom protestou contra o uso da cultura local apenas como uma ferramenta comercial de engajamento para as redes sociais. O estrondoso milhão vendido pelo ATEEZ prova que o interesse da Coreia do Sul pela sonoridade brasileira segue em alta e é uma tendência forte para o mercado global, mesmo que a indústria do K-Pop ainda enfrente barreiras para entregar um intercâmbio cultural que apresente real reciprocidade e pesquisa.

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Vanessa Bandeira

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