Colin Hay fala sobre relação com os hits e turnê do Men At Work no Brasil

Comandado por Colin Hay, o Men At Work se tornou um dos nomes mais marcantes do Pop Rock dos anos 1980, com hits como “Down Under” e “Who Can It Be Now?”. Décadas depois, o repertório segue relevante e continua ganhando novos significados ao vivo.
Em maio, o grupo retorna ao Brasil para uma série de shows que passa por São Paulo, Recife, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Rio de Janeiro. Em entrevista exclusiva ao TMDQA!, Hay falou sobre o atual momento da banda, sua relação com as músicas e o carinho pelo público brasileiro.
Confira abaixo!
TMDQA! entrevista: Colin Hay, do Men At Work
TMDQA!: Oi, Colin, é um prazer falar com você! Bem, o Men At Work está voltando ao Brasil dois anos depois de sua última passagem por aqui. O que os fãs podem esperar dessa nova turnê com a formação atual?
Colin Hay: É basicamente a mesma banda que tenho há nove ou dez anos, com exceção da nova saxofonista, a Rachel Mazer. Antes, eu tocava só com a Scheila Gonzalez, mas agora a Rachel está com a gente. O restante do grupo é o mesmo, todos músicos baseados em Los Angeles — três deles são cubanos — e minha esposa, Cecilia, também canta comigo. Eles tocam comigo tanto nos shows solo quanto como Men At Work, e isso faz com que as músicas tenham desenvolvido uma personalidade diferente. Eu não fico dizendo o que eles devem tocar, eles interpretam as canções do jeito que sentem. No fim, continuam sendo as músicas que as pessoas reconhecem, mas com uma personalidade própria da banda.
TMDQA!: E falando nessas músicas tão icônicas e reconhecidas, como a sua relação com elas mudou ao longo dos anos?
Colin: Acho que se aprofundou. Se você mantém uma amizade por 45 anos, ela naturalmente se torna mais profunda, e com as músicas é a mesma coisa. Quando penso em “Overkill”, “Who Can It Be Now”, “Down By The Sea” ou “Down Under”, elas vivem dentro de mim. Fazem parte de quem eu sou. E eu tenho uma apreciação maior por elas porque, de certa forma, elas cuidaram de mim ao longo de todos esses anos.
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TMDQA!: Por que você acha que o Men At Work continua conquistando novos públicos?
Colin: Talvez porque exista mais na música do que as pessoas perceberam inicialmente. Há uma profundidade nas letras e na sonoridade que talvez não tenha sido totalmente compreendida na época. Com o tempo, isso aparece. Algumas músicas simplesmente desaparecem, mas no nosso caso elas continuam sendo descobertas, e acho que é porque ainda há mais ali para se encontrar.
TMDQA!: Você também tem uma carreira solo bastante prestigiada. Como seu trabalho solo conversa com o Men At Work hoje?
Colin: Não é algo consciente. Quando me mudei para Los Angeles nos anos 90 e comecei a tocar solo, quase ninguém aparecia — 40, 50 pessoas. Ao mesmo tempo, o Men At Work levava multidões. Mas eu nunca parei de tocar essas músicas junto com material novo. Com o tempo, construí um público que aprecia ambos. Hoje, quem acompanha meu trabalho solo costuma ter um interesse mais amplo por música. E eu não posso viver apenas do que fiz há 45 anos, isso seria deprimente. Preciso seguir criando. Felizmente, hoje tenho um público que valoriza tanto as músicas antigas quanto as novas, e elas convivem bem, como uma família funcional.
TMDQA!: Depois de algumas passagens por aqui, imagino que você e a banda já estão familiarizados com o nosso país. Como você vê o público brasileiro?
Colin: O público brasileiro é muito musical. Às vezes, no meio do show, surge um canto coletivo e você nem sabe quem começou, parece uma torcida de futebol. Existe uma musicalidade muito forte, quase como uma dança. É um público com muita alegria.
TMDQA!: Tanto com o Men At Work quanto na sua carreira solo… existem planos para novas músicas?
Colin: Fazer algo com o nome Men At Work é complicado por questões legais, por isso tenho focado mais em turnês. Mas estou trabalhando em material solo. O desafio é o tempo — estou na estrada praticamente o ano inteiro, seja solo, com banda ou até tocando com o Ringo [Starr]. Mas pretendo lançar coisas novas assim que possível.
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TMDQA!: E falando sobre os shows, você pensa no ao vivo quando está gravando ou compondo músicas?
Colin: Sim, principalmente no tempo das músicas. No palco, tudo tende a ficar mais rápido por causa da energia. Então, no estúdio, tento imaginar como aquilo vai soar ao vivo. Às vezes a música parece perfeita gravada, mas quando você toca ao vivo e volta para ouvir, percebe que ficou lenta demais.
TMDQA!: Pra fechar falando sobre discos e amigos: qual disco é seu “melhor amigo” hoje?
Colin: Não tenho exatamente um “melhor amigo”, mas recentemente voltei a ouvir Gaucho (1980), do Steely Dan. É um disco que sempre esteve comigo e que associo à época em que me mudei para a Califórnia.
Men At Work no Brasil
Você pode garantir seus ingressos para os shows da banda por aqui em Ticketmaster.
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Stephanie Hahne
Colin Hay fala sobre relação com os hits e turnê do Men At Work no Brasil




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