Copa do Mundo 2026: conheça bandas e artistas de todos os países do Grupo B

Bandas da Copa do Mundo 2026 - Grupo A (Canadá, Bósnia, Catar e Suíça)

A Copa do Mundo 2026 já está rolando a todo vapor, com jogos acontecendo nos Estados Unidos, no Canadá e no México desde 11 de Junho. A seleção brasileira, inclusive, já fez sua estreia contra Marrocos e joga novamente na sexta (19), quando enfrentará o Haiti na busca pelo hexa.

Pela primeira vez na história, a Copa está reunindo 48 seleções, todas sonhando com a taça após a final em 19 de Julho.

E, por aqui, já é tradição: em ano de Copa, o TMDQA! sempre aproveita para destacar a pluralidade do mundo da música, te levando por uma viagem pelas culturas de diferentes países e mostrando que há (muita) coisa boa espalhada por aí.

Do Pop ao Metal, passando pela música tradicional e pelo Indie, você poderá ouvir artistas e bandas de todo planeta, já que indicaremos um nome de cada país de acordo com os grupos das seleções.

Hoje é a vez de conhecermos nomes do Grupo B, formado por Canadá, Bósnia e Herzegovina, Catar e Suíça, e você pode ver a lista logo abaixo, depois do link para o grupo anterior!

Bandas e artistas do Grupo B da Copa do Mundo 2026

Canadá: Rochelle Jordan

Nascida em Londres mas criada em Toronto desde muito jovem, Rochelle Jordan é uma figura central na construção do som contemporâneo de R&B e pop. Com origem jamaicana, cresceu sob a influência de gêneros como reggae, soul e R&B, elementos que se somam à estética eletrônica britânica presente em sua obra.

Seu álbum mais recente, Through The Wall, recebeu destaque na crítica e traz participações de nomes como KAYTRANADA e Terry Hunter, consolidando Rochelle como uma das artistas mais visionárias da cena pop global.

A cena canadense, porém, vai muito além disso. No metal, o grande fenômeno do momento é a Spiritbox: banda originalmente de Victoria, na Colúmbia Britânica, formada pelo guitarrista Mike Stringer e a vocalista Courtney LaPlante em 2017, que mistura elementos de metalcore e metal progressivo com toques eletrônicos.

Vale destacar também a cherry pick, projeto de Vancouver que mistura shoegaze com noise rock, apostando em vocais estonteantes e ganchos irresistíveis para virar uma sensação viral nas redes sociais.

E é claro que não dá para falar do Canadá sem citar alguns dos maiores gigantes da música do país. No Rock, por exemplo, temos bandas como Rush, Nickelback, Sum 41 e Arcade Fire; por outro lado, o mainstream do Pop e Rap traz gigantes como Justin Bieber, Shawn Mendes, Drake e tantos outros!

Bósnia e Herzegovina: Dubioza Kolektiv

Com uma história recente marcada por guerra e reconstrução, a Bósnia e Herzegovina não tem a maior tradição musical mas, ainda assim, possui alguns representantes interessantes. Talvez o mais emblemático seja Dino Merlin, fundador da banda Merlin nascido em Sarajevo em 1962 e um dos artistas mais comercialmente bem-sucedidos da antiga Iugoslávia.

Mas, no caso desta Copa do Mundo, não dá pra falar de Bósnia sem lembrar do Dubioza Kolektiv. O grupo mistura vários gêneros diferentes como hip hop, ska, reggae, rock, punk e música tradicional balcânica em suas canções, e viralizou muito por fazer uma música especial para a competição chamada “I Am from Bosnia – Take Me to America”, que encantou o público de outros países.

Catar: Naser Mestarihi

A música do país-sede da Copa de 2022, que volta a disputar o torneio em 2026, é fortemente marcada pelo tradicionalismo. Com uma cultura conservadora, o Catar tem laços profundos com canções folclóricas e danças como o Ardha, mas há quem surja para romper esse paradigma.

Talvez o grande nome por lá seja Naser Mestarihi, o primeiro artista de Rock a gravar e lançar um disco do gênero no país, feito que realizou em 31 de dezembro de 2010 com um EP homônimo de Heavy Metal.

O lançamento não chegou a gerar uma grande cena local, já que o conservadorismo da região ainda fala mais alto, mas Naser seguiu sua trajetória em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, lançando em 2016 o disco Praed Street em parceria com o renomado baterista sul-africano Cobus Potgieter.

Suíça: Hermanos Gutiérrez

A Suíça é um país de identidades cruzadas, e ninguém representa isso melhor do que os Hermanos Gutiérrez. A dupla instrumental foi formada em 2015 em Zurique pelos irmãos equatoriano-suíços Alejandro Gutiérrez e Estevan Gutiérrez.

Filhos de pai suíço e mãe equatoriana, eles construíram sua identidade musical exatamente nessa dualidade: a paixão pela guitarra veio da herança materna, com viagens ao Equador e o pasillo ouvido ao lado do avô moldando o lado melancólico do som, enquanto a influência suíça se reflete na estrutura minimalista e na técnica impecável das composições.

Mas a Suíça também tem uma tradição pesada e eclética para chamar de sua. Vale lembrar que o Celtic Frost, um dos pioneiros do Metal extremo mundial, foi o maior representante do gênero por lá, enquanto a Eluveitie, formada em 2002, é uma das líderes da nova geração do Folk Metal, com um som que traz influências do Death Metal melódico.

No campo do Pop, a dupla Yello também merece menção: seu hit “Oh Yeah” apareceu no clássico Curtindo a Vida Adoidado e até hoje é cantada e dançada por fãs ao redor do mundo. Para quem gosta de uma pista mais contemporânea, o duo Adriatique é hoje um dos grandes nomes da house e do techno internacional, com apresentações nos principais festivais do mundo.

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Felipe Ernani

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