Copa do Mundo 2026: conheça bandas e artistas de todos os países do Grupo F

A Copa do Mundo 2026 tem sido de muitas surpresas. Quem imaginaria, por exemplo, que o chamado “Grupo da Morte” teria todos os seus representantes eliminados antes mesmo das oitavas de final?
Estamos falando justamente do Grupo F, que reuniu Holanda, Japão, Suécia e Tunísia e teve ótimos confrontos na primeira fase. Nos 16 Avos de Final, entretanto, a Holanda foi superada por Marrocos nos pênaltis, o Japão perdeu para o Brasil e a Suécia foi atropelada pela França, marcando o retorno de todos os times do grupo já que a Tunísia foi eliminada ainda na primeira fase.
Ainda assim, na Copa do Mundo do TMDQA! todos esses países seguem vivos na nossa série que destaca a pluralidade do mundo da música, te levando por uma viagem pelas culturas de diferentes países e mostrando que há (muita) coisa boa espalhada por aí.
Do eletrônico ao Metal, passando pela música tradicional e pelo Indie, você poderá ouvir artistas e bandas de todo planeta, já que indicaremos um nome de cada país de acordo com os grupos das seleções.
Veja a lista do Grupo F logo abaixo, depois dos links para os grupos anteriores!
Bandas e artistas do Grupo F da Copa do Mundo 2026
Holanda: Joost
A Holanda é, há décadas, uma das maiores potências da música eletrônica mundial, berço de DJs e produtores que ajudaram a construir gêneros como Tiësto, Armin van Buuren e Martin Garrix. Mas o destaque holandês para esta Copa não vem exatamente das pistas convencionais.
Joost, nascido em 1997 em Leeuwarden, é um fenômeno: rapper, cantor e artista multimídia, ele transita entre hip hop, eurotrance e hyperpop com uma energia caótica que mistura humor, vulnerabilidade e festa em partes iguais. Sua trajetória ganhou proporções globais recentemente, depois de uma participação no Eurovision e, mais recentemente, até se tornando o primeiro artista de língua holandesa a se apresentar no festival de Coachella.
Antes de seguir em frente, no entanto, vale falar sobre outras cenas holandesas. No Rock e no Metal, por exemplo, o destaque é para o subgênero sinfônico, com nomes como Within Temptation, After Forever e Epica, que ajudaram a definir o gênero nos anos 2000. Já na cena mais recente, o duo Between Cities chamou nossa atenção quando os ouvimos pela plataforma Groover.
Japão: Survive Said the Prophet
O Japão possui uma das cenas musicais mais diversas e produtivas do planeta, e sua influência por aqui só cresce.
No Rock e no Metal, nomes como Crystal Lake, ONE OK ROCK e Coldrain mantêm o país como referência de bandas que misturam peso, melodia e produção impecável.
No Pop, R&B, e eletrônico, são vários destaques: Fujii Kaze se consolidou como um dos artistas mais ouvidos da Ásia com uma mistura que o levou até ao Coachella, enquanto o duo Creepy Nuts representa o melhor do Hip Hop japonês contemporâneo e o DJ ¥ØU$UK€ ¥UK1MAT$U se tornou um dos grandes nomes da cena após viralizar com seu set no Boiler Room Tokyo e chegar até o Lollapalooza Brasil.
Mas o destaque japonês neste Grupo F vai para o Survive Said the Prophet, banda formada em Tóquio em 2011 que mistura Pop Rock com Metal Alternativo e usa e abusa da fluência em inglês do vocalista Yosh Morita, o que torna várias das faixas do grupo mais acessíveis para quem ainda tem problemas com o idioma.
Suécia: Orbit Culture
A lista de exportações suecas é quase absurda na sua variedade: ABBA reinventou o pop nos anos 1970, Robyn praticamente criou o molde do Pop eletrônico contemporâneo, José González encantou o mundo com seu Folk minimalista, e Lykke Li costura Folk, Pop e eletrônica com uma vulnerabilidade singular.
No Punk, há grande destaque também para nomes como Viagra Boys e The Hives, ambos com passagens recentes pelo Brasil e que representam duas faces diferentes do gênero, indo desde o Post-Punk sujo e satírico até uma energia Garage Rock indomável.
No Metal, porém, é onde a Suécia realmente reina. O país é responsável por alguns dos nomes mais importantes da história do gênero: o In Flames ajudou a fundar o Death Metal melódico de Gotemburgo, o Opeth redefiniu os limites do Metal Progressivo, e o Sabaton se tornou uma das maiores bandas de Power Metal do mundo com sua sonoridade épica.
É nesse solo fértil que cresce o Orbit Culture, quarteto de Death Metal melódico formado em 2013 na pequena cidade de Eksjö. Liderado pelo vocalista e guitarrista Niklas Karlsson, o grupo soa como se você tivesse feito James Hetfield nascer e formar o Metallica em meio às influências suecas, e vem ganhando cada vez mais notoriedade na cena pesada.
Tunísia: Anouar Brahem
A Tunísia talvez seja o país mais inesperado deste Grupo F no quesito música, mas quem conhece sabe que o país norte-africano tem muito a oferecer. E o grande destaque tunisiano se apresentou no Brasil recentemente: Anouar Brahem, mestre do oud (um alaúde árabe de timbre aveludado), abriu a programação do C6 Fest 2026 no Auditório Ibirapuera, em São Paulo, em maio, com o projeto After The Last Sky, que o reuniu ao contrabaixista Dave Holland, ao pianista Django Bates e à violoncelista Anja Lechner.
Mas a Tunísia também tem um representante de peso no mundo do Metal que já destacamos várias vezes por aqui: o Myrath, banda formada em 2001 em Ezzahra pelo guitarrista Malek Ben Arbia (que tinha apenas 13 anos na época) e atualmente radicada na França.
O grupo mistura Power Metal e Rock Progressivo com instrumentação e escalas árabes e norte-africanas, numa fusão que eles próprios batizaram de “blazing desert metal”. O vocalista Zaher Zorgati, que combina cantos islâmicos com agudos típicos do metal com naturalidade impressionante, é peça central da identidade sonora da banda. Vale conhecer!
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Felipe Ernani
Copa do Mundo 2026: conheça bandas e artistas de todos os países do Grupo F




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