Copa do Mundo 2026: conheça bandas e artistas de todos os países do Grupo I

Falta muito pouco! Nesta semana, a Copa do Mundo 2026 vai chegar ao fim, e só quatro seleções continuam na disputa: França, Espanha, Inglaterra e Argentina.
A primeira, inclusive, passou a primeira fase no Grupo I ao lado da Noruega, que eliminou o Brasil nas oitavas de final, de Senegal, que ficou pra trás depois de uma virada épica da Bélgica nos 16 avos de final, e do Iraque, eliminado na primeira fase depois de um retorno histórico à Copa do Mundo.
A nossa série musical também está perto do fim – depois deste especial, restam apenas 3 grupos para conhecermos nos próximos dias, mas a boa notícia é que ainda tem muita coisa de qualidade para renovar sua playlist.
Logo abaixo, veja a lista com recomendações do Grupo I, depois dos links para os grupos anteriores!
Bandas e artistas do Grupo I da Copa do Mundo 2026
França: Oklou
A França é, historicamente, uma das maiores usinas musicais do planeta. Um dos destaques principais é a música eletrônica, com nomes como Daft Punk e Air como referências incontestáveis. É dessa cena de maneira mais contemporânea que surge a nossa recomendação: a ótima Oklou.
Nascida em 1993 em Poitiers, no interior da França, foi criada no campo e tem formação clássica em piano e violoncelo, o que ajudou a construir uma música que habita um espaço único entre o pop, a música ambiente, o trance e sons mais experimentais, culminando no incrível disco choke enough (2025).
Vale destacar que ainda há muitas outras grandes cenas na música francesa: no Metal, por exemplo, o Gojira se consolidou como uma das bandas mais importantes do gênero na atualidade. Há também revelações que não cabem em uma caixinha como Adi Oasis, cantora franco-americana que mistura Funk, R&B e Soul com uma sofisticação visual e sonora própria.
Senegal: Youssou N’Dour
O Senegal é um dos maiores celeiros musicais da África Ocidental, e seu nome mais ilustre é, sem dúvida, Youssou N’Dour. Nascido em Dacar em 1959, N’Dour é o criador e maior expoente do mbalax, gênero que funde ritmos tradicionais com influências de Pop, Jazz e Afrobeat, e que se tornou a espinha dorsal da música popular senegalesa.
Ao longo de mais de quatro décadas de carreira, ele acumulou parcerias com nomes como Peter Gabriel, Neneh Cherry (com quem gravou o hit global “7 Seconds”) e Wyclef Jean, além de ter vencido o Grammy de Melhor Álbum de Música Contemporânea Mundial com Egypt (2004).
A conexão de N’Dour com o Brasil é antiga e marcante. Em 1994, na abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Lillehammer, na Noruega, o cantor senegalês se juntou via satélite a Carlinhos Brown, que tocava de Salvador, e a Chuck Berry, nos Estados Unidos, numa transmissão simultânea que dissolveu fronteiras pela música e pela tecnologia.
A parceria musical entre N’Dour e Carlinhos Brown se estendeu ao longo dos anos, alimentada pela afinidade natural entre os ritmos afro-brasileiros e a percussão senegalesa, e N’Dour já se apresentou diversas vezes no Brasil, sempre com uma recepção calorosa.
Outras referências do Senegal incluem nomes como Kiné Lam, “a Leoa do mbalax”; Wasis Diop, que construiu uma carreira entre Dacar e Paris misturando world music, folk e eletrônica, e Mia Guissé, grande representante da nova cena local.
Iraque: Nabeel
O Iraque possui uma das tradições musicais mais ricas do mundo árabe, com uma história que remonta às civilizações mesopotâmicas e que, no século XX, produziu vozes inesquecíveis. Kadim Al Sahir, apelidado de “César da Canção Árabe”, é um dos maiores artistas da história da música iraquiana, enquanto nomes como Majid Almohandis e Basim Karbalaei representam diferentes gerações e estilos da canção popular iraquiana.
Mas o destaque iraquiano para esta Copa é algo completamente diferente: a banda Nabeel (نبيل), projeto liderado pelo músico iraquiano-americano Yasir Razak, nascido em Bagdá e criado na Virgínia, nos Estados Unidos, desde a infância. Professor de inglês como segunda língua em uma escola pública nos arredores de Richmond durante o dia, Razak passa suas noites e fins de semana criando algo sem precedentes: shoegaze e grunge cantados inteiramente em árabe iraquiano, a língua que ele fala com sua família.
O álbum de estreia, ghayoom (غيوم, “nuvens” em árabe), lançado em 2025, é um disco denso e emocionalmente carregado, e o single “lazim alshams” virou sucesso nas plataformas de streaming. Vale destacar ainda que cada capa de lançamento e cada clipe utiliza fotos e vídeos de família do próprio Razak, numa homenagem ao pai (o nome Nabeel é uma referência direta a ele) e à história de deslocamento forçado de sua família.
Noruega: Smerz
A Noruega é um país de pouco mais de cinco milhões de habitantes que produz música numa variedade e volume que desafiam qualquer proporção demográfica. Na eletrônica, o Röyksopp é referência desde o início dos anos 2000, Kygo popularizou o tropical house para o mundo e Alan Walker se tornou um dos DJs mais ouvidos do planeta.
No Pop, o legado do a-ha é incontestável, e a nova geração trouxe nomes como AURORA, Sigrid e girl in red, que conquistaram audiências globais com propostas distintas mas igualmente cativantes. E no Metal, a Noruega é o berço de bandas extremas como Mayhem, Burzum, Darkthrone e Dimmu Borgir, que definiram uma geração inteira.
Mas a recomendação norueguesa para esta Copa é o Smerz, duo formado por Catharina Stoltenberg e Henriette Motzfeldt, amigas de infância que se conheceram no colégio em Oslo e se mudaram juntas para Copenhague, onde Motzfeldt estudou composição no Rhythmic Music Conservatory ao lado de futuras colaboradoras como Erika de Casier e Astrid Sonne.
O nome vem do alemão herzschmerz (“dor no coração”), e a música do duo é exatamente isso: um Pop eletrônico experimental, que mistura diversas influências e tem como resultado músicas como o ótimo disco Big city life, de 2025, além de colaborações com Clairo, MIKE, ML Buch e Fousheé e shows de abertura para Lorde. Anota para ficar de olho!
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Felipe Ernani
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