Copa do Mundo 2026: conheça bandas e artistas de todos os países do Grupo L

Chegou o grande dia! Neste domingo (19), a Copa do Mundo 2026 chegará ao fim com o título de Espanha ou Argentina, que disputarão a final em Nova York depois de campanhas históricas de ambos os lados.
Por aqui, também estamos encerrando a nossa série que apresentou dezenas de bandas para os nossos leitores, com um destaque de cada país participante e diversos nomes que também merecem entrar no seu radar – ou voltar para a sua playlist, de repente.
Mas ainda falta um grupo: formado pela terceira colocada Inglaterra ao lado de Croácia, Gana e Panamá, o Grupo L foi o último dos 12 e, com isso, completaremos 48 países que foram devidamente apresentados musicalmente por aqui.
Logo abaixo, veja então a última lista e aproveite para relembrar os links para os grupos anteriores!
Bandas e artistas do Grupo L da Copa do Mundo 2026
Inglaterra: RAYE
A Inglaterra tem uma importância inquestionável para a música moderna. De The Beatles e The Rolling Stones a Led Zeppelin, Pink Floyd e Black Sabbath, o país definiu os contornos do Rock no século XX. Nas décadas seguintes, o Punk dos Sex Pistols e do The Clash, o Post-Punk do Joy Division, o Britpop do Oasis e do Blur, o Trip Hop do Massive Attack e do Portishead e o Rock alternativo do Radiohead mantiveram a Inglaterra no epicentro da inovação musical.
Na geração mais recente, a dupla Wet Leg, de Isle of Wight, conquistou o mundo com um Rock espirituoso e irresistível que rendeu dois Brit Awards e um Grammy em 2023, enquanto PinkPantheress definiu um novo som para a década de 2020 com sua fusão de jungle, UK garage, drum’n’bass e pop viral.
Mas o destaque inglês para este último grupo da Copa é RAYE, nascida Rachel Agatha Keen em 1997 em Tooting, sul de Londres, numa família de origem suíço-ganesa. A história de RAYE é uma das mais extraordinárias da música britânica recente: durante anos, ela trabalhou como compositora para outros artistas, até que em 2021 lançou o álbum de estreia My 21st Century Blues (2023) e agora, mais recentemente, explodiu com o hit “WHERE IS MY HUSBAND!”.
A faixa chegou ao primeiro lugar no Reino Unido e ao Top 15 nos EUA, sendo eleita pela NME como uma das melhores canções do ano e se consagrou como uma das artistas mais poderosas de sua geração, destacando a força da música britânica em tantos estilos diferentes.
Croácia: 2CELLOS
A Croácia pode não ser o primeiro país que vem à mente quando se pensa em exportações musicais, mas tem um nome que alcançou fama global de um jeito absolutamente improvável: o 2CELLOS.
O duo formado pelo croata Stjepan Hauser (nascido em Pula em 1986) e pelo esloveno Luka Šulić (nascido em Maribor em 1987, de pai croata) transformou o violoncelo em instrumento de Rock and Roll e, no caminho, se tornou um fenômeno da música.
Tudo começou em 2011, quando os dois, que já se conheciam das competições internacionais de música clássica, postaram no YouTube um vídeo de uma versão de “Smooth Criminal”, de Michael Jackson, tocada em dois violoncelos. O vídeo viralizou, acumulou milhões de visualizações em poucas semanas e atraiu a atenção da Sony, que os contratou imediatamente.
A partir dali, veio o convite de Elton John para acompanhá-lo em turnê mundial, e os dois músicos formados na Royal Academy of Music de Londres e no Royal Northern College of Music de Manchester se viram tocando em arenas lotadas ao redor do planeta.
Em seis álbuns de estúdio, o 2CELLOS fez arranjos instrumentais de tudo, de AC/DC a Vivaldi, de Nirvana a trilhas de cinema. O duo encerrou as atividades em 2022, e a Croácia os homenageou com a Ordem de Danica Hrvatska, uma das mais altas honrarias do Estado, celebrando inclusive o fato de que a dupla foi formada em Zagreb.
Gana: Amaarae
Nomes como E.T. Mensah, o “Rei do Highlife”, e Daddy Lumba ajudaram a definir a identidade sonora de Gana. Nas últimas décadas, o país se tornou também epicentro do afrobeats ao lado da Nigéria, exportando artistas como Sarkodie, referência do rap ganês, e Stonebwoy, que transita entre dancehall, afrobeats e reggae.
Dessa expansão sonora surge o destaque ganês para esta Copa: Amaarae, nome artístico de Ama Serwah Genfi, nascida no Bronx, Nova York, em 1994, filha de pais ganeses e criada entre Atlanta, Nova Jersey e Acra. Cantora, compositora, produtora e engenheira de som, Amaarae é uma das artistas mais singulares da nova geração africana, construindo um universo sonoro que funde alté (a cena alternativa nigeriano-ganesa), R&B, pop e afrobeats numa estética fluida que desafia gêneros e fronteiras.
Recentemente, Amaarae fez história ao se tornar a primeira artista ganesa a realizar um set solo no Coachella, onde dedicou parte da apresentação a tocar músicas de artistas ganeses como os Asakaa Boys, Joey B e La Même Gang. Além disso, com seu terceiro álbum BLACK STAR (2025), ela mergulhou no highlife ganês, no baile funk brasileiro e na dance music com raízes na cultura negra.
Panamá: Sech
O Panamá tem uma identidade musical tão diversa quanto sua posição geográfica sugere: ponte entre duas Américas, o país absorve e mistura influências caribenhas, centro-americanas e sul-americanas.
A tradição local inclui gêneros como a saloma, a cumbia panameña, o tamborito e o calypso panameño, herança das comunidades afro-antilhanas da costa caribenha. No Rock, Los Rabanes, formados em 1992 em Chitré, são a maior banda do país: pioneiros na América Central, misturaram Ska, Punk, Reggae e ritmos latinos com uma energia explosiva que os levou ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock por Kamikaze em 2007, tornando-se a primeira banda centro-americana a vencer nessa categoria.
Mas o grande nome do Panamá na música global contemporânea é Sech, nascido Carlos Isaías Morales Williams em 1993 em Colón. Sech começou compondo aos 13 anos, passou pela produção musical ao lado de Rafita no duo El Combo de Oro e, em 2015, deu início à carreira solo com singles que dominaram as rádios panamenhas.
O estouro internacional veio em 2019 com “Otro Trago”, parceria com Darell que alcançou o Top 10 do Billboard Hot Latin Songs e transformou Sech no orgulho musical do istmo. O álbum de estreia, Sueños (2019), entrou no Top 100 da Billboard, e as indicações ao Grammy Latino não tardaram. Além disso, surgiram colaborações com Daddy Yankee, Ozuna, J Balvin e até Anitta.
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Felipe Ernani
Copa do Mundo 2026: conheça bandas e artistas de todos os países do Grupo L




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