Do Palmeiras à Copa do Mundo: a curiosa relação de Endrick com a música nos campos de futebol

Antes de ser o centroavante de 19 anos que divide opiniões na Copa do Mundo de 2026, Endrick já tinha virado notícia por aqui devido ao seu hábito peculiar de cantar durante as partidas.
A revelação, feita ainda em 2023 quando o atacante defendia o Palmeiras, virou um dos detalhes mais simpáticos da trajetória do jogador e ajuda a entender um pouco da cabeça de um dos nomes mais discutidos da Seleção neste Mundial.
Em novembro daquele ano, recém-convocado para a Seleção Brasileira pela primeira vez, Endrick contou um episódio que viralizou nas redes sociais. Durante um clássico contra o São Paulo, o atacante, então com 17 anos, cantarolava em campo a música “Mandona/Se Eu Te Dissesse”, parceria de Vulgo FK e Kyan, quando o Palmeiras balançou as redes.
Na época, ele revelou:
Eu fico cantando no meio do jogo. Uma vez, contra o São Paulo, eu estava cantando aquela música: ‘Se eu te dissesse que seu cheiro tá na minha cama…’. Aí teve uma hora que eu me emocionei, saiu o nosso gol e eu cantei muito alto. Aí o Arboleda [zagueiro do São Paulo na época] disse: ‘Que música é essa aí?’. [risos]”.
O caso não foi isolado. Endrick já havia comentado o hábito em outra ocasião, durante uma live jogando FIFA com o streamer Coringa, quando relatou ter cantado o mesmo trecho em outra partida, contra o Athletico-PR. Coincidentemente, também seguida de gol seu!
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Dos campos ao TikTok: a relação de Endrick com a música
O hábito, que poderia parecer só uma curiosidade boba de adolescente, ganhou outro peso poucos meses depois, quando o próprio Endrick explicou que cantar durante os jogos funciona como uma ferramenta de controle emocional.
Em entrevistas posteriores, o atacante relacionou a prática à forma como lida com a ansiedade típica de quem estreou no profissional ainda muito jovem e logo se tornou uma das maiores promessas do país.
Pelas redes sociais, Endrick deixa claro que é um fã declarado de rap e funk. Não é raro que seus vídeos no Instagram venham acompanhados de faixas do gênero; em Maio, por exemplo, ele comemorou um gol pelo Lyon, seu atual clube, com a coreografia de “Não É Nada de Pega Pega”, de Gordinho Bolado, e o momento viralizou em todos os cantos do mundo.
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@ligue1 “Não é nada de pega pega 😉” @Endrick Felipe @Olympique Lyonnais @CazéTV #Ligue1 #dance #brazil #dancinhasdotiktok #endrick ♬ som original – Gordinho Bolado
Esse gosto musical, aliás, também está entrelaçado com a própria origem do jogador. Curiosamente, antes de estourar no profissional, Endrick teve como colega de base no Palmeiras o hoje cantor de funk Nilo, que abandonou o futebol ainda no sub-15 para investir na música.
Em entrevista recente à ESPN, Nilo relembrou a convivência com o atual camisa 9 da Seleção, destacando como Endrick já chamava atenção pela potência física “desde moleque”, e revelou que manteve uma relação próxima mesmo após trocar o futebol pelos palcos, diferente de outros companheiros que se afastaram:
Quando eu parei de jogar e comecei a postar meus vídeos cantando, os moleques ficaram meio ‘pá’ comigo. Tipo, ‘abandonou nós’. E eu comecei a cantar, totalmente o oposto do futebol. O Endrick sempre fortalecia, sempre divulgava meus vídeos, dava incentivo. Tenho muita gratidão por ele. Torço muito para que ele se torne uma estrela para o Brasil.”
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Endrick, a força da música e a esperança da Seleção Brasileira de 2026
Apesar dessa relação com o Rap e o Funk, um dos momentos mais emblemáticos da vida de Endrick veio ao som do Sertanejo. Em entrevista ao ge em 2024, o atacante revelou que, antes da histórica virada por 4 a 3 do Palmeiras contra o Botafogo que foi fundamental para o título alviverde do Brasileirão de 2023, estava com uma música de Henrique e Juliano na cabeça.
Eu cantei ‘Quase Algo’, de Henrique e Juliano. Fui escutando sertanejo porque era um jogo importante, então gosto de uma música mais tranquila. E aí ficou na cabeça.”
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Na mesma entrevista, o jovem ainda lembrou do dia em que cantou “Nosso Sonho”, hino de Claudinho e Buchecha, em uma partida histórica com a Seleção Brasileira Sub-17, que venceu a Argentina em um torneio de 2022 com uma atuação de destaque do garoto, à época com 15 anos de idade, além de ocasiões que tiveram Veigh e até uma música da Mancha Verde como trilha sonora.
Hoje, o momento é outro, mas o hábito de Endrick é o mesmo. Convocado para a Copa do Mundo e vivendo um sonho de criança, o atacante é alvo de debates constantes sobre uma possível titularidade no time de Carlo Ancelotti, ao mesmo tempo em que até agora não fez sua estreia na competição mesmo com o Brasil tendo sofrido para encontrar gols na estreia contra Marrocos.
Em uma declaração recente à Olympics.com, ele reforçou esse lado mais introspectivo:
A gente não pode andar mais que as pernas, tem que viver um dia de cada vez. Agradeço essa capacidade de saber o que é bom para minha vida, ainda tão novo.”
Agora, é esperar e ficar na torcida para que a música ajude essa grande promessa a marcar seu primeiro gol em uma Copa do Mundo!
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Felipe Ernani
Do Palmeiras à Copa do Mundo: a curiosa relação de Endrick com a música nos campos de futebol




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