Do Triângulo Mineiro para o Mundo: Black Pantera analisa a responsabilidade de abrir para o KoRn

Black Pantera, em foto por @ThiagoHenriqueFotografia
Foto por @ThiagoHenriqueFotografia

Se o metal nacional fosse um organismo vivo, o coração bateria em Uberaba e os pulmões respirariam a fúria das ruas. Para o Black Pantera, a caminhada que começou no Triângulo Mineiro em 2014 continua a atingir picos cada vez mais altos em 2026: o trio não apenas atravessou as fronteiras de Minas, mas agora se prepara para incendiar o Allianz Parque antes da tempestade sonora chamada Korn.

O TMDQA! conversou com Charles Gama, Chaene da Gama e Rodrigo “Pancho” Augusto sobre o peso de carregar a bandeira do “afropunk-metal” brasileiro para um estádio lotado e como é receber o aval de ícones como Jonathan Davis.

Mais do que um show de abertura, o papo revelou uma banda que utiliza a distorção como ferramenta de letramento racial e a ancestralidade como combustível para o mosh. Pronto para entender por que o Black Pantera é a banda mais necessária do país hoje?

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Das Fitas VHS ao Templo do Futebol: o legado de Uberaba

Para Chaene, ver o KoRn no palco não é apenas trabalho, e sim um acerto de contas com o passado. Se em 1999 ele assistia ao histórico show do Woodstock via VHS, hoje ele é o protagonista da própria fita: “O conselho para o meu eu do passado seria: continue sonhando, porque o que parecia inalcançável virou realidade”, reflete o baixista.

A banda, que forjou sua identidade na resistência independente, vê a imensidão do Allianz como o local de uma catarse coletiva. Para eles, estar ali é a prova de que o corre valeu a pena:

“É libertador estar num palco desse tamanho com artistas que moldaram nossa cabeça, mostrando que a nossa música também tem esse poder de impacto.”

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O Rugido e a Percussão: o som da resistência

A sonoridade do Black Pantera é um campo de batalha entre o groove e a mensagem política. Se o KoRn usa a vulnerabilidade para expurgar traumas, os mineiros usam o peso para confrontar o sistema. No Allianz, o público testemunhará uma mistura letal: a agressividade do crossover com a espiritualidade do disco PERPÉTUO.

Momentos de introspecção dão lugar ao caos organizado, e faixas como “CANDEIA” prometem mostrar que o metal brasileiro tem uma batida que o Hemisfério Norte ainda está tentando decifrar.

“Vamos com os dois pés no peito. É um setlist curto, mas sem massagem, resgatando a porrada de cada álbum.”

Sobre a adaptação para o estádio, Charles destaca a conexão rítmica com o próprio Korn: “O baixo do Fieldy sempre foi percussivo, e a gente traz essa herança tribal de forma muito forte. Vai ser um show para dançar e bater cabeça ao mesmo tempo.”

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Segurança, Mosh Feminino e a Curadoria do Peso

O show no Allianz não é apenas sobre som, é sobre ocupação. O Black Pantera faz questão de transformar o maior palco de sua carreira em um ambiente seguro. Para a banda, o “Mosh das Minas” é um ritual sagrado que combate a misoginia no metal.

“Queremos a maior roda feminina que esse estádio já viu. É sobre segurança, protagonismo e sobre mostrar que o metal é para todo mundo.”

O grupo também celebra a diversidade do line-up, dividindo o dia com Spiritbox e Seven Hours After Violet. Para Rodrigo, o baterista, o sucesso da banda – que inclui fãs citando suas letras em redações nota mil do ENEM – prova que a mensagem está chegando onde precisa. “É um movimento geracional. Estamos angariando fãs que buscam mais do que só barulho; buscam verdade.”

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Mais Discos Que Amigos (literalmente)

Ao honrarmos o nome do nosso site, o veredito do trio foi um mergulho em referências que vão de Milton Nascimento a Sepultura. Para eles, a música é o que mantém a chama acesa mesmo após 12 anos de estrada.

Como definiram bem durante o papo: “A gente não se acomoda porque a mensagem é urgente”. Se depender da energia que o Black Pantera está levando para o Allianz Parque, o público do KoRn sairá de lá com a alma lavada e os ouvidos zunindo com o som da nova história do metal brasileiro.

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Black Pantera no Allianz Parque

Ao lado de Spiritbox e Seven Hours After Violet, o Black Pantera prepara o terreno para a lendária apresentação do KoRn em São Paulo! O evento acontece neste sábado, dia 16 de maio, e você pode garantir sua presença através do site da EVENTIM.

O TMDQA! é media partner desse dia histórico realizado pela 30e, e traz a cobertura completa desse encontro, garantindo que você não perca nenhum detalhe da fúria mineira em solo paulistano. Nos vemos na roda!

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Eduardo Ferreira

Do Triângulo Mineiro para o Mundo: Black Pantera analisa a responsabilidade de abrir para o KoRn


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