Fotógrafa celebra vitória após ser processada por Amy Taylor, do Amyl and the Sniffers, que proibiu venda de suas fotos

Amy Taylor, do Amyl and the Sniffers, em show no Brasil
Foto por Rafael Andrade para o TMDQA!

Chegou ao fim, depois de quase um ano de idas e vindas nos tribunais da Califórnia, a disputa judicial entre Amy Taylor, vocalista do Amyl and the Sniffers, e a fotógrafa norte-americana Jamie Nelson.

A relação entre as duas partes começou em Julho de 2024, quando a empresária Simone Ubaldi procurou Nelson para fotografar o Amyl and the Sniffers para a divulgação de Cartoon Darkness, terceiro disco do grupo australiano. Segundo a ação movida por Taylor, aquela sessão acabou cancelada depois que a banda se opôs ao uso comercial proposto para a própria imagem.

Meses depois, em março de 2025, Nelson procurou a cantora diretamente para um novo ensaio. As fotos, feitas em Los Angeles, viraram a série “Champagne Problems”, publicada na edição de julho de 2025 da Vogue Portugal.

De acordo com o processo, no entanto, Taylor autorizou a sessão apenas para a revista e nunca licenciou outros usos comerciais, e a confusão se deu justamente porque a fotógrafa passou a vender as imagens em seu site por valores que chegavam a quase R$20 mil mesmo após a vocalista ter recusado a permissão para que ela o fizesse.

Fotógrafa venceu disputa judicial com Amy Taylor, do Amyl and the Sniffers

Agora, Jamie Nelson usou as redes sociais para comemorar o fato de que o processo contra ela, no qual Amy Taylor alegava exploração indevida de sua imagem e pedia indenização por lucros perdidos e danos à reputação, foi encerrado no fim de outubro com a extinção de todas as ações restantes.

A fotógrafa ainda aproveitou o post para detonar Amy Taylor e, especialmente, a empresária Simone Ubaldi, que teria a comparado a um “cachorro pulguento” em uma declaração após a derrota nos tribunais.

Na publicação, Jamie relatou que tirou do próprio bolso os recursos para o ensaio em questão e apontou que sofreu um “processo de intimidação”:

Acredito que esse caso foi um processo de intimidação com o objetivo de tirar de uma artista os direitos que ela já tinha, enraizado em uma incompreensão fundamental e na falta de respeito de Taylor e de sua empresária pelos direitos dos fotógrafos como artistas. Só porque celebridades têm dinheiro para bancar processos não significa que elas possam controlar a propriedade intelectual ou o trabalho criativo de outro artista. Fama e recursos financeiros não dão a ninguém a posse da arte de outra pessoa.”

Vale ressaltar que, pelo acordo feito com a Justiça Federal, cada lado deve arcar com os próprios custos e honorários do processo, e nenhum valor foi pago de uma parte para a outra, algo que foi frisado pela empresária ao comentar o caso.

O caso, que já vinha sendo tratado pelo mundo da fotografia como um marco no debate entre direito autoral e direito de imagem, abre um precedente interessante para o futuro e deve fazer com que mais artistas e fotógrafos tomem cuidado com os contratos que celebram suas parcerias.

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Felipe Ernani

Fotógrafa celebra vitória após ser processada por Amy Taylor, do Amyl and the Sniffers, que proibiu venda de suas fotos


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