Hitster no Rock in Rio: quando jogar também vira uma forma de viver a música

Eu gosto bastante quando uma parceria não precisa de três parágrafos para explicar por que existe. Hitster no Rock in Rio é um desses casos.

A asmodee anunciou que o Hitster será o jogo de cartas oficial do Rock in Rio Brasil 2026.

Durante o festival, o público poderá jogar no gramado e na área VIP da Cidade do Rock e ainda ganhar um pack promo exclusivo com 20 novas cartas criado especialmente para o evento.

Para quem ainda não conhece, o Hitster parte de uma ideia absurdamente simples: toca uma música e você precisa descobrir onde ela entra cronologicamente na sua linha do tempo.

A conversa, a partir daí, é inevitável:

“Essa música é de 1998? Impossível.”
“Eu ouvia isso na escola.”
“Essa tocava naquela viagem.”
“Como você não conhece essa música?”
“Coldplay??? Credo…”
“Essa tocou no Rock In Rio, hein?”

E, talvez, esteja aí a melhor conexão com um festival como o Rock in Rio. Música nunca é só música. É memória,  personalidade, comportamento, identidade, lifestyle, trocas e uma plataforma interessante para marcas que entendem como participar dessa conversa sem necessariamente interrompê-la.

Festivais também deixaram há muito tempo de ser simplesmente uma sequência de shows. Viraram enormes plataformas de entretenimento, mídia, conteúdo, relacionamento e negócios.

O Rock in Rio é o maior exemplo brasileiro dessa transformação. Só na edição de 2024, o festival gerou um impacto econômico de R$ 2,9 bilhões na cidade do Rio de Janeiro. Desde 1985, mais de 12,3 milhões de pessoas já passaram pelas diferentes Cidades do Rock. Eu vou desde 2001 como plateia, e em cima dos palcos, e acompanhar a evolução do festival e das ativações das marcas sempre me animou bastante.

Durante muito tempo, o marketing em grandes eventos significou basicamente comprar espaço físico, colocar o logo, distribuir alguma coisa e torcer para aparecer bastante nas fotos. Só que o público ficou muito mais treinado para ignorar esse tipo de presença. A pergunta deveria ser outra: o que minha marca acrescenta à experiência de quem está ali?

Nesse sentido, Hitster tem uma vantagem enorme. Ele não precisa inventar uma relação com o festival porque música já é o produto. O jogo pega repertório musical e transforma em conversa, competição e memória. Dentro da Cidade do Rock, ele muda de contexto sem precisar mudar de propósito.

Depois de anos ouvindo que o futuro do entretenimento seria cada vez mais digital, estamos vendo um movimento muito interessante na direção contrária. Board games, card games, TCGs e experiências presenciais estão crescendo justamente em uma época em que praticamente tudo cabe dentro de uma tela.

Talvez não seja coincidência. Quanto mais digital fica nossa vida, mais valioso parece ser sentar ao redor de uma mesa, pegar cartas com as mãos, olhar para outras pessoas e simplesmente jogar. Assim como estar em um festival como esse.

Hitster ainda consegue fazer uma ponte interessante entre esses dois mundos. O celular está ali, mas não é necessariamente o protagonista. Ele dispara a música. A experiência acontece entre as pessoas. E colocar isso dentro de um festival cria uma espécie de círculo interessante: você está no Rock in Rio criando novas memórias enquanto joga justamente com músicas que carregam memórias antigas.

A parceria também prevê integrantes do squad de embaixadores da asmodee produzindo conteúdo durante o evento, fazendo com que essa experiência presencial naturalmente encontre uma segunda vida nas redes sociais. E o TMDQA! também entra nessa linha do tempo musical: durante o Rock in Rio, vamos produzir conteúdos em parceria com o Hitster, conectando música, entretenimento e jogos em uma cobertura oferecida pela marca.

Nos vemos no gramado!

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Gustavo Giglio

Hitster no Rock in Rio: quando jogar também vira uma forma de viver a música


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