Luana Flores costura memórias e futurismo no disco de estreia “Cria do Sol Quente”

A multiartista paraibana Luana Flores lançou Cria do Sol Quente, seu primeiro álbum na carreira, aprofundando sua pesquisa sonora entre a tradição nordestina e a experimentação eletrônica.
Depois de percorrer festivais e rodas de encontro com o elogiado EP Nordeste Futurista (2021) e lançar singles como “Alumeia”, “Siga Cygana” e “Coragem na Fé”, Luana marca um novo momento em sua trajetória artística e amplia a pesquisa musical iniciada em trabalhos anteriores.
Em Cria do Sol Quente, a cantora conduz o público por uma experiência sonora que evoca um Nordeste ao mesmo tempo quente, encantado e profundamente enraizado em memórias e espiritualidade. Nesse território simbólico, sons e narrativas se transformam em paisagens vibrantes, onde tradição e experimentação coexistem na cultura popular.
Entre rabecas, pífanos, percussões, beats eletrônicos, samples e texturas orgânicas, o álbum constrói uma viagem sensorial marcada por afeto, ancestralidade e invenção. Em nota para a imprensa, Luana comentou, destacando o caráter íntimo e simbólico da obra:
‘Cria do Sol Quente’ fala muito sobre pertencimento, origem e presença. Existe nele esse retorno para a criança, para a semente, para as memórias mais afetivas.”
Luana Flores liberou seu disco de estreia
Com nove faixas, o trabalho de estúdio expande as investigações sonoras de Nordeste Futurista e reforça a identidade híbrida da artista, que transita entre o popular e o contemporâneo.
A produção musical, assinada por Luana Flores ao lado de Ramiro Galas e Chico Correa, reforça o encontro de linguagens ao combinar elementos eletrônicos com instrumentos tradicionais e camadas sonoras orgânicas.
Cria do Sol Quente também dialoga com diferentes colaborações e territórios criativos. Faixas como “Luzia Teresa”, “Quintal de Mariinha” e “Pifarada” reforçam o caráter afetivo e coletivo do álbum, que conta com participações de Tiquinha Rodrigues, As Sabiaras, Carolina Guimarães e Letícia Coelho.
A identidade visual do projeto, assinada pela própria cantora junto com Agüa Karirí, Francisco Rio e Ga Olho, parte da imagem de um rádio-cassete colorido envolto por bordados e desenhos vibrantes. A capa traduz o espírito do álbum ao resgatar uma estética analógica reinterpretada pelo fazer artesanal e pelo imaginário das brincadeiras populares.
Com Cria do Sol Quente, Luana Flores reafirma sua posição como uma das vozes mais inventivas da nova música nordestina atual, articulando tradição, experimentação, tecnologia e afeto em uma obra de forte identidade poética e sonora.
Ouça o disco logo abaixo!
O post Luana Flores costura memórias e futurismo no disco de estreia “Cria do Sol Quente” apareceu primeiro em TMDQA!.
Gabriel von Borell
Luana Flores costura memórias e futurismo no disco de estreia “Cria do Sol Quente”





Publicar comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.