“Não trabalho pensando no público conservador”, diz Anitta

Anitta lançou um álbum repleto de elementos das religiões de matiz africana. O “EQUILIBRIVM”, como ela mesma diz, começa e termina com uma saudação à Pombagira. Ela sabe que menos pessoas vão se abrir e se identificar com o trabalho. Questionada se teme afastar o público mais conservador, ela é direta:

“Não trabalho pensando no público conservador. Acho que eles não estão interessados em mim. Só estão interessados em mim se for para ganhar engajamento, falar mal, tirar alguma vantagem neste sentido. Não teria porque eu pensar nessas pessoas”.

"Não trabalho pensando no público conservador", diz Anitta

(Foto: Caia Carvalho)

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Ao mesmo tempo que defende o equilíbrio e critica a polarização política, Anitta quer dialogar apenas com quem tiver o coração aberto para isso. “Fiz esse álbum pensando em mim, e nos meus fãs, no público que gosta de ver eu trazendo novas provocações, novas formas de pensar, novas versões de mim mesma e do meu trabalho”, pontua. O disco traz participações ecléticas, como a banda de reggae Ponto de Equilíbrio, a artista pop Liniker, e a dupla de mantras Emanazul.

“Não são os conservadores que vão no meu show, que compram meu ingresso, então não teria porque eu acordar e fazer qualquer coisa da minha vida pensando nessas pessoas. O que eu desejo, para o meu público e para as pessoas que querem ser livres, é dar cada vez mais voz, mais força, mais potência, mais embasamento – pelo menos musicalmente falado, que é onde consigo alcançar – para que se sintam vistas, apoiadas, e tenham uma música que fale o que pensam e acreditam. É para eles que acordo e vou fazer música. O público conservador, realmente não tenho nem pensamentos sobre eles na verdade”, se posiciona.

Ouça o álbum completo da Anitta!

O álbum novo conta com 15 faixas. A primeira é “Desgraça”, que Anitta apresenta como uma saudação à Pombagira, entidade cultuada na umbanda e no camdomblé. A cantora é seguidora do candomblé. “Sempre que a gente vai fazer qualquer coisa no candomblé, a gente despacha Exu primeiro. Então eu quis começar o álbum fazendo esse despacho primeiro, porém eu faço com Exu mulher, que é a Pombagira”, explica.

“A gente começa com a Pombagira em ‘Desgraça’ e termina em ‘Meia-noite’ com a outra Pombahira. Mas coloquei ‘Ouro’ no final porque queria trazer essa reflexão meditativa e mostrar que é bom meditar, ter esse momento de silêncio. Não sei por qual motivo virou uma questão vergonhosa ou tímida falar de meditar, de estar em silêncio e se conhecer. Por que a gente aponta tanto o dedo para as pessoas que se espiritualizam?”, sinaliza.

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Leonardo Torres

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