O legado da rainha: o que tem de Madonna na nova geração do pop
Madonna lançou recentemente seu álbum “Confessions II” — uma continuação perfeita do aclamado “Confessions on a Dance Floor” de 2005. A Rainha do Pop segue com um legado inabalável que atravessa gerações, servindo de inspiração direta para os artistas mais novos da cena musical. De fenômenos internacionais como Chappell Roan, Addison Rae e Sabrina Carpenter, a nomes em ascensão no pop brasileiro como Isa Buzzi e Bea Duarte, o manual de ousadia e reinvenção de Madonna continua sendo a maior referência criativa em 2026!
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(Foto: Twitter @Madonna)
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Se você é fã de algum artista de música pop hoje e não reconhece o legado de Madonna, pode ter certeza de que o seu ídolo reconhece. Com mais de 40 anos de sucesso, reinvenções constantes e quebras de tabus, a Rainha do Pop transformou a música comercial ao assumir o controle total de sua identidade visual, composições e produções. Em 2026, sua assinatura está em toda parte.
Chappell Roan é fã declarada
No cenário internacional, essa herança se manifesta na teatralidade e na coragem. No primeiro episódio da série documental “Faces of Music” (do Hulu), a sensação Chappell Roan falou com admiração sobre a necessidade de honrar os ícones que vieram antes dela. Chappell, conhecida por sua estética visual marcante, traçou um paralelo direto com Madonna:
“Tudo o que eu faço é um ‘vá se fod**’ para a caixa na qual me pressionaram tanto para entrar, e também uma referência às pessoas que vieram antes de mim. A Madonna quando usou o rosto totalmente pintado de branco (white face) para a MTV, e o fato de que eu depois também fiz um rosto branco para o VMA… É tão divino, é tão incrível!”
(Foto: Divulgação | Instagram @chappellroan)
Addison Rae e Zara Larsson beberam de “Ray of Light”
Quem também bebe diretamente dessa fonte é Addison Rae. Em sua transição definitiva para o pop com o álbum de estreia “Addison”, a cantora trouxe uma sonoridade eletrônica inspirada no clássico “Ray of Light” (1998). Ela inclusive faz uma referência direta na faixa “Money is Everything”: “And when I’m out dancing, please DJ, play Madonna” (E quando eu estiver dançando, por favor DJ, toque Madonna).
A influência de Madonna também atravessa o oceano e se consolida na Europa através da sueca Zara Larsson. O videoclipe de seu sucesso “Midnight Sun” é uma grande homenagem visual à estética Y2K e à era Ray of Light (1998) da Rainha do Pop. Com um visual etéreo, o vídeo utiliza fundos saturados em tela verde e referências diretas ao clipe de “Love Profusion” (2003).
A semelhança foi tão nítida que chamou a atenção de outros nomes da indústria, como Bebe Rexha, levando a própria Zara a confirmar e celebrar publicamente que Madonna foi sua principal referência criativa para o projeto.
Essa reconhecimento artístico é antigo e quase levou a cantora às telas de cinema. Zara revelou que chegou a fazer teste para interpretar a estrela pop em sua cinebiografia oficial, demonstrando que sua conexão com o legado vai muito além dos palcos: “Fazer a Madonna, eu faria isso todos os dias da semana”, declarou na época.
Sabrina Carpenter: a herdeira direta da expressão artística feminina
(Foto: Ricardo Gomes)
Se existe alguém que traduz perfeitamente o “DNA Madonna” nos últimos anos, esse nome é Sabrina Carpenter. Recém-coroada na capa da Vogue norte-americana, a cantora utiliza a moda e o palco para ditar tendências e chocar. No VMA de 2024, ela cruzou o tapete vermelho com o icônico vestido Bob Mackie usado por Madonna no Oscar de 1991 e, em seu ensaio para a revista, posou com um espartilho de seios pontiagudos da Dolce & Gabbana — referência direta ao lendário sutiã de cone da era “Blond Ambition” (1990).
(Foto: Steven Meisel)
Essa audácia se estende às suas performances. Na turnê “Short n’ Sweet”, Sabrina viralizou ao encenar posições sexuais na faixa “Juno” e, no VMA, beijou um alienígena no palco, uma clara releitura do histórico beijo de Madonna e Britney em 2003. A transição de carreira de Sabrina também segue a “escola Madonna“: gradualmente, assumindo o controle total de sua narrativa e cantando sobre sexo, relacionamentos e autoconfiança sem pedir desculpas.
O eco de Madonna no pop brasileiro
No Brasil, o impacto de Madonna molda a identidade de artistas que buscam furar a bolha do óbvio. Para a cantora Isa Buzzi, a influência da Rainha foi o combustível para que ela encontrasse sua própria voz e estética rebelde no álbum de estreia:
“Trazer algo mais pop e inspirado nos anos 80 (inclusive na Madonna), com essa pegada ‘rebelde’, podendo trazer letras mais ácidas sobre amor e decepção sempre foi um objetivo. O clube dos corações partidos tem muita personalidade e um lado meu que nunca tinha tido coragem de mostrar antes”, revela Isa. “A Madonna não tinha medo. Olhar para uma mulher que atravessou barreiras, falou o que quis e foi revolucionária é extremamente inspirador.”
(Foto: Instagram @isabuzzi)
A cantora e compositora bea duarte concorda que a existência do pop nacional ousado e fora dos padrões conservadores só é possível por conta do caminho pavimentado pela artista norte-americana:
“Nós do pop só podemos fazer isso hoje em dia graças a Madonna. É inegável que ela abriu portas e criou o pop como um espaço de desafiar limites e padrões. Não daria para lançar ‘Lilith’ se a Madonna não tivesse feito ‘Like a Prayer’ por exemplo”, pontua bea. “Desde o começo até hoje a gente percebe a mesma energia de querer criar, performar. A Madonna é sobre se reinventar, se manter atual e tão verdadeira que ela se torna a tendência, e não o contrário.”
(Foto: Instagram @beadarte)
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Vanessa Bandeira
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