OPINIÃO: Prato cheio para os fãs, filme-concerto de Billie EIlish entrega montanha russa de emoções
Com a presença de diversos fãs e direito a poltrona reclinável e experiência de luxo, o filme-concerto de Billie Eilish, o “HIT ME HARD AND SOFT – The Tour In 3D” emocionou aqueles que participaram da pré-estreia em São Paulo na última segunda-feira, dia 04/05. Dirigido por James Cameron, cineasta responsável por títulos de imenso prestígio como “Avatar” (2009) e “O Exterminador do Futuro” (1984), o longa entregou uma experiência que aproximou os fãs de um dos maiores momentos da carreira de Billie Eilish, porém frustrou ao prometer uma experiência 3D que, na realidade, foi exibida de maneira convencional.
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Foto: Instagram @billieilish
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Visuais bem trabalhados e identidade visual concisa
O filme-concerto reforça uma imagem de empoderamento que Billie Eilish passa aos fãs desde o começo de sua carreira: dominando o palco, a estrela prova que não precisa de dezenas de dançarinos ou efeitos especiais alucinantes para brilhar aos olhos da multidão que a assiste. Sua energia, encantadora, é suficiente para trazer à flor da pele quaisquer emoções que queira compartilhar com o público.
É claro que, com a ajuda de uma arquitetura de palco bem construída e um planejamento impecável, a cantora eleva o nível de sua experiência ao vivo. No longa, é possível perceber a dimensão da produção de suas apresentações ao vivo e entender mais a fundo a maneira como Billie Eilish tem participação ativa nas escolhas de modo geral, possibilitando que o fã tenha acesso a um outro universo além do que em poucas horas de apresentação.
Foto: Instagram @billieilish
Absolutamente nada passa sem que a artista possa dar o seu toque de originalidade: canções, estruturas, luzes, visuais e outros detalhes, por menores que sejam, são conferidos e reimaginados pela cantora em prol da experiência do fã, o qual, segundo ela, ocupa um lugar de admirados que até poucos anos atrás foi seu.
James Cameron assina como cineasta
“HIT ME HARD AND SOFT: The Tour In 3D” entra para o repertório de direção de James Cameron, ao lado de obras que marcaram a história do cinema. Entre os títulos dirigidos por Cameron, estão os filmes de “Avatar”, “Exterminador do Futuro” e o icônico “Titanic”. A mistura de um diretor de grande relevância com uma estrela pop audaciosa e original resultou em takes que tomam um lugar de sensibilidade no público, explorando temas relevantes como a saúde mental da cantora, o cansaço que a turnê causa, nuances do planejamento da turnê, questões sobre a feminilidade de Billie Eilish e a maneira como a cantora é capaz de dominar o palco apenas com a atitude que conquistou milhões de fãs pelo globo.
James conduz o filme com o contranste o que torna Billie Eilish tão única: a profundidade e irreverência que se intercala harmoniosamente na carreira da cantora. De “Bad Guy” a “What Was I Made For?”, de “LUNCH” a “THE GREATEST” ou de “TV” a “Happier Than Ever”, Cameron transita entre todas as emoções e reflexões propostas por Eilish sem parecer artificial ou pecar na fluidez que transforma a experiência em uma montanha russa.
Setlist de hits e nostalgia
Se o fã vai ao cinema esperando consumir hits antigos da cantora, então sairá satisfeito da sessão. Durante o longa, a cantora explora — mesmo que, muitas vezes, pela metade — diversas canções de sua carreira, como a querida “Ocean Eyes”, seu primeiro grande hit “Lovely”, com Khalid, e “idontwannabeyouanymore”, do EP “dont smile at me”, de 2017.
Foto: Instagram @billieilish
Mas nem só de nostalgia vive Billie Eilish: o grande destaque vai, obviamente, para as faixas lançadas durante a recente era da cantora, com o álbum “HIT ME HARD AND SOFT”. O longa passa por performances de faixas mais dançantes, como “OVER NOW”, “CHIHIRO” e “LUNCH”, com momentos onde canções lentas e reflexivas, como “TV”, “WILDFLOWER”, “SKINNY” e “THE GREATEST”, abrem espaço para que os fãs compartilhem emoções mais densas com a cantora. A canção “BIRDS OF A FEATHER”, maior sucesso da carreira de Billie, é responsável por encerrar o show — mas não o longa. Reflexiva e, de alguma maneira, melancólica, Eilish encerra o filme com a melodia da canção “Male Fantasy”, do álbum “Happier Than Ever”, deixando o público cheio pelo que acabou de viver.
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Leonardo Nascimento
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