Os 10 melhores filmes de terror brasileiros para o Instituto Britânico de Cinema

Apesar de ser muitas vezes associado a comédias e dramas, o cinema brasileiro também tem deixado a sua marca desde a década de 1960 em gêneros como terror e suspense.
Esse movimento ganhou destaque com o trabalho de José Mojica Marins, criador do icônico Zé do Caixão, personagem interpretado pelo próprio Marins que ajudou a redefinir os limites do gênero assustador no Brasil.
Recentemente, o Instituto Britânico de Cinema (BFI), instituição do Reino Unido dedicada à preservação, análise e difusão do cinema, chamou a atenção para as produções brasileiras ao compartilhar uma lista que reforça a relevância e originalidade do terror nacional.
A seguir, confira a seleção feita pelo BFI, em ordem cronológica, dos fimes que são fundamentais para entender mais detalhes sobre a evolução do gênero no país e um resumo do que foi descrito pela instituição sobre cada um deles.
Os 10 melhores filmes de terror brasileiros para o Instituto Britânico de Cinema
10. À meia-noite levarei sua alma (1964)
O filme À meia-noite levarei sua alma, de José Mojica Marins, acompanha Zé do Caixão, um personagem sádico e blasfemo que conduz o espectador por uma sequência de violências extremas enquanto tenta provar a inexistência de Deus. A narrativa, que quebra a quarta parede desde o início, culmina em um desfecho ambíguo, no qual o protagonista é confrontado por uma possível punição sobrenatural ou pelo peso de sua própria culpa.
9. Proezas de Satanás na Vila de Leva-e-Traz (1967)
Ambientado em uma vila abandonada após a chegada da exploração petrolífera, o filme Proêzas de Satanás na Vila de Leva-e-Traz, de Paulo Gil Soares, mostra moradores marginalizados sendo visitados pelo Diabo em diversas formas, que lhes promete uma renovação ilusória. A obra combina elementos folclóricos e religiosos para retratar um ambiente tomado por superstições, enquanto reflete sobre os impactos da modernização e da perda de valores.

8. O Anjo da Noite (1974)
A trama de O Anjo da Noite, filme dirigido por Walter Hugo Khouri, segue uma estudante contratada para cuidar de crianças em uma casa isolada, onde passa a receber ligações perturbadoras que parecem vir de dentro da própria residência. O suspense se constrói de forma gradual, misturando tensão psicológica e possíveis elementos sobrenaturais, enquanto o ambiente evidencia diferenças sociais e um clima de inquietação constante.
7. Belinda dos Orixás na Praia dos Desejos (1979)
Dirigido por Antonio Bonacin Thome, Belinda dos Orixás na Praia dos Desejos acompanha a história de uma jovem que, durante um acampamento, é envolvida em uma trama de violência após um romance que a coloca na mira de criminosos. O filme expõe situações extremas como sequestro e abuso, incorporando um elemento sobrenatural ligado a um orixá, que desloca a narrativa da vingança humana para uma dimensão espiritual.

6. Shock: Diversão Diabólica (1984)
Em Shock: Diversão Diabólica, filme dirigido por Jair Correia, um grupo de pessoas se torna alvo de um assassino que elimina suas vítimas ao longo da noite após um evento musical. Embora siga a estrutura do terror slasher, o filme rompe com convenções do gênero e insere a violência em um contexto marcado por relações abusivas, sugerindo o machismo como força central por trás dos acontecimentos.
5. Ritual Macabro (1990)
A história de Ritual Macabro, dirigido por Fauzi Mansur, gira em torno de um ritual egípcio recriado como espetáculo, que acaba transformando um ator em um assassino. Com uma narrativa marcada por exageros, personagens caricatos e violência explícita, o filme assume seu tom absurdo e mistura elementos antigos e modernos em uma abordagem deliberadamente excessiva.

4. Mangue Negro (2008)
Dirigo por Rodrigo Aragão, o filme Mangue Negro acompanha um homem desacreditado, que mora em uma cidade degradada pela poluição, que precisa enfrentar criaturas que emergem do pântano para proteger quem ama. O filme combina terror ecológico com elementos de horror visceral, incorporando referências ao gênero enquanto constrói uma narrativa marcada por transformação e resistência.
3. As Boas Maneiras (2017)
O enredo de As Boas Maneiras, de Marco Dutra e Juliana Rojas, mostra a relação entre duas mulheres de origens sociais distintas que evolui em meio a eventos sobrenaturais ligados a uma gravidez incomum. Anos depois, a história se concentra na criação de uma criança com impulsos animalescos, utilizando o mito do lobisomem para explorar tensões de classe, raça e convivência.
2. Skull – A Máscara de Anhangá (2020)
Em Skull – A Máscara de Anhangá, dirigido por Armando Fonseca e Kapel Furman, diferentes personagens seguem uma série de assassinatos rituais conectados a uma máscara de origem ancestral que transforma seu portador em uma entidade violenta. O filme articula essa ameaça sobrenatural com conflitos contemporâneos, envolvendo religião, exploração cultural e disputas de poder.
1. Propriedade (2022)
Em Propriedade de Daniel Bandeira, uma mulher que passou por um trauma acompanha o marido até uma propriedade rural onde trabalhadores explorados enfrentam o risco de perder tudo. Sem recorrer ao sobrenatural, o filme constrói sua tensão a partir do conflito social, mostrando personagens presos em um ciclo de violência e exploração.
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Lara Teixeira
Os 10 melhores filmes de terror brasileiros para o Instituto Britânico de Cinema




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