Pedro Lanches transforma vulnerabilidade em potência nas primeiras canções de “Pepo”

“Meus ossos sustentam / um corpo que não quer falar”. Os dois versos destacam a subversão enraizada na sonoridade mais crua e composições mais diretas da nova fase da Pedro Lanches, exibida nas faixas “correntes” e “toda vez que ele sai”, que transformam um território musical já conhecido em novos desafios a partir de instrumentais orgânicos e menos texturizados.
Abrindo caminhos para o segundo disco da discografia, Pepo, e com lançamento previsto nesta sexta-feira (7), as canções se distanciam da proposta do EP Sementes, no sentido de que apresenta uma abordagem mais questionadora das vivências de cada integrante em meio a um shoegaze etéreo e espacial.
A banda é um dos principais nomes do rock alternativo fora dos eixos Rio de Janeiro e São Paulo, levando a jovialidade para discussões sobre existência, resistência e sentimento.
Com exclusividade, o Tenho Mais Discos Que Amigos! escutou as duas músicas previamente e conversou com Pedro sobre a novidade.
A intimidade, vulnerabilidade e a nova personalidade de Pedro Lanches

Apesar do grupo mato-grossense continuar em um gênero já familiar em sua discografia, agora o seu som é mais estridente.
Esse é o caso de “correntes”, parceria com Marília Jonas (Jonabug). Nela, a abordagem é intimista na dose certa e vulnerável sob o toque de uma bateria mais potente e presente durante os quase três minutos de produção.
Contudo, a atmosfera muda completamente quando respiramos o ar de “toda vez que ele sai”. A faixa é como um rito de passagem da identidade que busca a nova roupagem sem excessos de elementos na produção, sendo uma despedida necessária para a renovação de votos dos componentes com o próprio som ecoante que se assemelha à transição do post-rock dos anos 90 e 2000.
Pepo

A animosidade de Pedro é atravessada para as telas. Para além da alegria de iniciar os trabalhos do grande projeto, ele contou ao TMDQA! que o álbum é íntimo, vulnerável e aborda assuntos como o autoconhecimento de defeitos e fragilidades.
“Também fala sobre as suas virtudes e o seu lugar no mundo, apesar das nossas próprias insignificâncias”, disse o artista.
Ouça “correntes” e “toda vez que ele sai” logo abaixo em primeira mão pelo TMDQA! agora mesmo!
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Lu Melo
Pedro Lanches transforma vulnerabilidade em potência nas primeiras canções de “Pepo”



