PRISCILLA detalha “ECO”, seu novo álbum: “nos leva sonoramente para a década passada”

Priscilla detalha
Foto por Mateus Aguiar

Depois de duas décadas de carreira, PRISCILLA abriu um novo capítulo de sua trajetória com ECO, álbum que marca sua estreia como artista 100% independente.

O trabalho resgata referências da música pop dos anos 2000 e início dos anos 2010, período que teve papel importante na formação musical da cantora, e também incorpora o R&B, gênero que acompanha sua construção vocal. Em entrevista, ela revelou como encontrou a sonoridade do disco, explicou o cuidado para transformar referências em identidade própria e contou como a autonomia mudou sua maneira de criar.

A ideia, segundo ela, era revisitar elementos de uma época que deixou marcas em sua formação sem simplesmente reproduzir o som daquele período.

‘ECO’ nos leva sonoramente para a década passada, que foi uma época que me marcou muito musicalmente. Tudo o que me marcou em relação à música pop em geral está ali. Existem muitas coisas daquela época que me remetem a sensações que sinto muita falta na musicalidade de hoje”.

Foi nesse encontro entre memória e referências pessoais que o R&B também ganhou espaço no álbum:

Eu decidi trazer um pop que carrega essas referências daquela era, da cultura pop, também carregado da influência do R&B, que sempre foi a minha referência, a minha grande escola vocal. Inevitavelmente, eu carrego muito isso também na minha construção, na minha produção de voz”.

O resultado, no entanto, não busca reproduzir fórmulas do passado. Ao lado do produtor Laudz, PRISCILLA trabalhou diferentes referências como pontos de partida para chegar à identidade de ECO.

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PRISCILLA detalha ECO, seu novo álbum

Segundo a cantora, o processo envolveu observar elementos específicos, como timbres, acordes, melodias e formas de cantar, e transformá-los dentro da própria linguagem musical.

Pegamos essas referências interessantes e trouxemos para a nossa realidade, com a nossa música, com a melodia que a gente criou, com a identidade do Laudz como produtor e a minha enquanto cantora e produtora vocal”.

Além das escolhas musicais, a independência foi outro fator muito importante para a construção desse projeto. Sem precisar submeter suas ideias à aprovação, PRISCILLA conseguiu experimentar e conduzir o trabalho com mais liberdade.

Estando independente, não existe nenhum tipo de pressão de pessoas que vão precisar aprovar alguma coisa ou de um processo de convencimento para poder provar a minha ideia, defender um ponto ou argumentar. Todo esse processo, que geralmente é um pouco exaustivo, desse lado não existe. Se eu gostei e consigo fazer acontecer, eu coloco na prateleira, literalmente como eu quero e quando eu quero”.

A liberdade, no entanto, não significa deixar de considerar o mercado. A artista confessou que o objetivo é encontrar um equilíbrio entre a viabilidade do trabalho e a fidelidade à própria identidade artística. Ela conclui:

É muito gostoso poder ter o controle nesse sentido, de poder fazer uma arte que, claro, funcione pro mercado, mas que primeiramente seja muito fiel e honesta àquilo que eu quero propor ao meu público”.

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