Qualidade, potencial comercial e recorte editorial: os critérios pra tocar no Lollapalooza

Com nomes como Travis Scott, Charli XCX e The Killers entre os headliners, o line-up da próxima edição do Lollapalooza Brasil foi muito bem recebido. Para construi-lo, o curador Marcelo Beraldo se baseou em três critérios principais: qualidade artística, capacidade de vender ingressos e recorte editorial.

“A gente atua em quatro grandes gêneros. Se fosse um campo de futebol, seriam esses quatro limites: eletrônico, rap, rock e pop. E as misturas e fusões que existem dentro deles. O Lolla atua mais ou menos dentro deste campo, e as pessoas já conhecem. É um festival para quem gosta de música”, ele diz com exclusividade ao POPline.
O recorte editorial vale para todo o line-up, mas o critério de potencial de vendas de ingressos é flexível. Os headliners têm obrigação de movimentar as vendas, mas o recheio da programação permite experimentações e apostas. “Tem que ser artista com a maiúsculo e ter uma música relevante dentro do contexto global”, pontua Marcelo Beraldo.

Line-up do Lollapalooza não tem influência de patrocinadores
O executivo garante que a seleção das atrações não sofre interferência dos patrocinadores. “Não interferem em nada. Se eles patrocinam o Lolla é porque já sabem mais ou menos o que esperar ali”, argumenta. As negociações com os artistas são constantes. Já há conversas em andamento para 2028 e 2029.
“O maior desafio sempre são os headliners. A gente tenta alguns, consegue alguns, não consegue outros, fica um pouco frustrado, mas esse é o maior desafio. Teve um artista agora que a gente ficou cinco meses negociando e não fechou. O recheio e os artistas locais são mais fáceis”.
Marcelo Beraldo

Charli XCX foi a primeira headliner fechada para 2027
Charli XCX foi a primeira headliner a assinar contrato para 2027. Ela acertou sua participação desde a última edição do festival, no início do ano. “Foi uma edição bacana e isso ajuda. Quando o pessoal vê que foi legal, tem artista que pede para vir”, revela Marcelo.
“A América do Sul é uma rota interessante. Não é fácil, não é barato para os artistas internacionais e é uma viagem longa, quer eles estejam em Los Angeles, em Nova York ou na Europa. É uma viagem cansativa, mas eles têm muito interesse. A América Latina é o mercado que mais cresce no mundo”, completa.

Leonardo Torres
https://portalpopline.com.br/qualidade-potencial-comercial-recorte-editorial-criterios-lollapalooza/




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