TMDQA! Entrevista: Kid Abelha e a turnê “Eu Tive Um Sonho”

Kid Abelha, em fotos promocionais
Kid Abelha, em fotos promocionais

O som do Kid Abelha é um organismo vivo que respira o frescor do pop carioca enquanto traduz as complexidades do desejo em hinos geracionais. Após um hiato que silenciou as rádios (mas não as memórias), o trio formado por Paula Toller, George Israel e Bruno Fortunato prepara o desembarque de sua estrutura monumental para o que promete ser a celebração definitiva de uma trajetória que desafia o tempo.

Exclusivamente ao TMDQA!, Paula e George sentaram-se para trocar uma ideia sobre o peso e a leveza desse reencontro na turnê Eu Tive Um Sonho. O que encontramos foi uma banda que, em 2026, entende a música não como um exercício de nostalgia, mas como uma ferramenta de conexão imediata, capaz de transformar estádios em espaços de intimidade compartilhada.

Vamos entender o que esses “eternos jovens” prepararam para essa festa?

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Sofisticação do reencontro em campo aberto

Para o Kid Abelha, o anúncio dessa turnê em abril de 2026 não é um retorno aos anos 80, e sim, uma afirmação de presença. Eles operam naquela fresta rara do show business brasileiro: uma banda que preserva o DNA da New Wave nacional enquanto dialoga com a maturidade de quem sabe dominar as massas.

Com a direção musical de Liminha e o olhar estético de Gringo Cardia, o grupo quer provar que o pop clássico é, acima de tudo, uma tecnologia emocional de alta precisão. Nos estádios e arenas que agora recebem a turnê, a conexão ganha corpo através de um repertório que parece não ter data de validade.

“O palco é um lugar sagrado; é como se eu estivesse entrando em um disco voador. Eu nunca me acostumo, então quero estar vestida de forma que as pessoas percebam a importância desse momento.” – Paula Toller

A jornada atual é um exercício de vitalidade. Ao olhar para trás, enxergam uma discografia onde cada hit serviu como um degrau para que agora pudessem, finalmente, ocupar os maiores palcos do país com o investimento e o luxo que a música brasileira merece.

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Diálogos de Sax: o DNA do Hit

Quem acompanha a trajetória da banda sabe que o Kid sempre fugiu do “açúcar excessivo”. O diferencial reside no equilíbrio entre a voz cristalina de Paula e o saxofone de George Israel, que funciona como um segundo vocalista, pontuando as letras com frases que se tornaram tão memoráveis quanto os próprios refrões.

Da batida icônica de “Pintura íntima” ao amadurecimento sofisticado de parcerias como “Grand’ hotel” e “Nada Sei (Apnéia)“, a essência permanece a mesma: uma música feita para dançar, mas que não tem medo de ser “cabeça” e confessional.

“Meu objetivo sempre foi usar o sax para fazer temas cantáveis, melodias que as pessoas pudessem fixar… foge do improviso puro para virar um personagem da canção.” – George Israel

Se o público chega esperando apenas um tributo ao passado, precisa estar pronto para o vigor de uma banda que se recusa a ser um museu. No palco, a adição de um naipe de sopros robusto e uma banda de apoio afiada traz uma nova “expansão sonora” para as faixas que moldaram o Brasil nas últimas quatro décadas.

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Kid Abelha e Mais Discos Que Amigos

Fiéis ao nosso mantra, os integrantes confirmaram que seus maiores portos seguros estão na discografia clássica. Para Paula e George, discos são cápsulas de tempo; a prova disso são as influências que vão do Clube da Esquina ao rock visceral dos anos 70 que moldaram a identidade do grupo.

A escolha para o “disco da vida” hoje reflete essa busca pela excelência que o Kid sempre perseguiu: Acústico MTV.

“Aquele disco nos consolidou como artistas brasileiros de carreira longa. Ali, músicas como ‘Lágrimas e Chuva’ e ‘Fixação’ provaram que fazem tanto barulho no violão quanto na versão elétrica.” – George Israel

Com a turnê na estrada e o sonho renovado, o Kid Abelha transforma o reencontro em linguagem e a música em essência, levando seu legado de forma visceral: ao vivo. Prepare-se para a festa!

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Kid Abelha: O “Amanhã é 23

Carregar o legado de ser a maior banda pop com uma frente feminina do país para as novas gerações é uma missão de renovação. Agora, a banda tem um forte aliado: a curiosidade de um público jovem que descobriu o grupo através de vinis dos pais ou virais de redes sociais. No palco da turnê Eu Tive Um Sonho, o Kid quer que as pessoas entendam que a música boa flutua acima das tendências de 15 segundos.

Ao serem questionados sobre como a exposição em estádios influencia a performance, os músicos afirmam que “o espetáculo é construído sobre a energia de um grande coral”. Para eles, este reencontro é uma forma de se inspirar na própria história para projetar o futuro – e em breve, cidades como Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro verão o trio provando que a “vontade” é muito mais potente que a saudade.

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Eduardo Ferreira

TMDQA! Entrevista: Kid Abelha e a turnê “Eu Tive Um Sonho”


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