Baterista do KoRn diz que foi expulso de bandas por não usar drogas

Crédito: reprodução

Ray Luzier, atual baterista do KoRn, participou de um evento chamado “Pearl Day” para bateristas realizado no mês passado no Musician’s Institute em Hollywood, na Califórnia, onde ele estudou.

Por lá, Ray compartilhou conhecimentos, histórias e experiências práticas com aspirantes a músicos, além de se apresentar ao vivo. Ao longo da conversa, Luzier também refletiu sobre sua trajetória pessoal e profissional, revelando que chegou a ser expulso de bandas por não usar drogas.

Criado em uma fazenda de 48 hectares em West Newton, uma pequena cidade localizada a cerca de uma hora de Pittsburgh, Ray foi questionado sobre como conseguiu sair de uma origem simples e contou, citando nomes que passaram pelo KoRn como o baixista Fieldy (via Chaoszine):

“Sou só um cara que anda com estrelas do Rock. Não me considero exatamente uma estrela do Rock… Acredite, gosto de aproveitar os benefícios de ser uma estrela do Rock. Jatos particulares não são nada ruins, tenho que dizer. Uma grande parte disso é manter a humildade. Você nunca sabe o que vai acontecer. Quando entrei para o KoRn em 2007, o Fieldy me disse: ‘É, temos mais um ou dois anos pela frente’. Então, eu pensei: ‘Beleza. Estou aqui. Vamos nessa.’ Estou acostumado a ser um camaleão. Estou acostumado a ir de um trabalho para o outro. E a cada ano que passava, eu pensava: ‘Mais uma série de datas de turnê’. ‘Mais um ciclo de álbum’. ‘Agora temos um novo empresário’. ‘Nossa, estamos fazendo isso agora’. Agora, estamos tocando em estádios de novo. Há dois meses, esgotamos os ingressos para a América do Sul em, tipo, 63 minutos. É insano. A popularidade… Antes você via pais, filhos, mães e filhas. Agora você vê avôs e pais. É a coisa mais legal do mundo. Todos eles estão usando camisetas do KoRn… Mas é lindo ver as gerações continuarem vindo. É incrível de se ver.”

Na sequência, Luzier falou especificamente sobre as drogas e pediu para que a audiência do evento evitasse qualquer contato com substâncias ilegais. Mencionando o vício de David Lee Roth, icônico vocalista original do Van Halen, Ray alertou:

“Fiquem longe das drogas. Não usem drogas, crianças. Nada de drogas, nunca. Sério. Quando me mudei para cá [para Los Angeles], quer dizer, fala sério. Toquei com o David Lee Roth por oito anos. Drogas eram de graça. A coisa toda do Dave era tipo, ‘Eu tinha um problema com drogas. Agora eu posso comprar’. Então, foram oito anos dessa coisa de bipolaridade. Então, eu vi o que isso fazia [com as outras pessoas]. Eu queria longevidade. Eu queria fazer isso até não aguentar mais. Tipo, literalmente… Eu queria longevidade, não importa o que acontecesse. É a minha praia, sabe, trabalho duro. Quando eu era estudante aqui [no Musician’s Institute], eu não fazia nada além de tocar bateria. Literalmente, ia para a aula, voltava para casa, comia algo rapidinho, ia para o ensaio na 7th Street, no centro, e ensaiava com a minha banda das cinco às nove ou dez da noite. Eu voltava para cá e tinha horários de duas horas reservados com outras bandas. Então eu era completamente fora de mim. Você nunca me veria sem uma baqueta na mão por anos, na casa dos vinte. Meu pensamento era tipo: ‘Vou ficar tão bom que ninguém vai me negar uma oportunidade’. Essa não é a atitude certa, porque você nunca sabe. Eu não conseguia shows porque não tinha dreadlocks. Eu não conseguia shows porque não malhava o suficiente.”

Baterista do KoRn revelou que o expulsaram de banda por não usar drogas

Ao falar mais especificamente sobre a sua relação com as drogas, Luzier afirmou que não conseguia shows e foi expulso por companheiros de grupo pelo fato dele não usar drogas:

“Você ficaria surpreso com os motivos pelos quais você não consegue shows. Eu perdi shows porque não usava drogas. Essa é uma história verídica. Não posso citar os nomes das bandas porque são extremamente famosas. Mas eu toquei em duas bandas muito grandes e, como eu não curtia festas, fui demitido, sem mais nem menos. E isso foi estranho, porque quando consegui o trabalho com o David Lee Roth, eu fiquei apavorado. Eu pensava: ‘Não vou perder esse emprego’, porque cresci ouvindo Van Halen e tudo mais. Aparece uma garrafa enorme de Jack Daniel’s, chegam os baseados, chega a cocaína. E eu penso: ‘Ah. Droga, estou acabado.’ E aí aconteceu… Nunca vou esquecer, o Dave me confrontou. Ele é um cara esperto. Ele pode ser meio palhaço, mas é um cara esperto. Uma garrafa enorme de Jack Daniel’s. Ela está chegando. Eu [finjo que estou tomando um gole], e ela toca meus lábios, mas eu não engulo. Eu pensava: ‘Não vou perder esse emprego. Sou um de vocês. Olhem para mim. Eu consigo fazer isso.’ Tanto faz. Então, passam-se dois meses e o Dave diz: ‘Luzier, você não sai para festas, né?’ E eu penso: ‘Putz.’ Eu digo: ‘Ei, cara. O que você fizer, é problema seu. Beleza. Não me importo. Você pode fazer o que quiser.’ Ele responde: ‘Não, ótimo. Quero alguém que consiga conduzir a banda de volta. O baterista tem que dar o seu tempo. Não quero você saindo para festas.’”

Em seu depoimento, Ray também citou o saudoso Scott Weiland, lendário vocalista do Stone Temple pilots que faleceu em 2015:

“Então, uma das coisas que eu queria era longevidade. Ficar longe de coisas que vão interferir na longevidade. Quantas pessoas você conhece em reabilitação? Eu substituí o baterista do Stone Temple Pilots em três shows. Scott Weiland, que descanse em paz, ele estava tão fora de si quando o substituí naqueles shows. Foi muito triste. Ele estava na sua, sei lá, trigésima clínica de reabilitação, e isso partiu meu coração porque ele era muito talentoso. Então, se você juntar tudo isso, longevidade, trabalho duro, persistência… Você tem que ir lá e fazer acontecer. Hoje em dia, com os celulares e tudo mais, obviamente vocês, YouTubers e influenciadores, têm uma maneira instantânea de alcançar as pessoas. Mas você tem que se esforçar.”

Confira a participação de Ray Luzier na edição 2026 do “Pearl Day” logo abaixo!

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Gabriel von Borell

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