Copa do Mundo 2026: conheça bandas e artistas de todos os países do Grupo E

A Copa do Mundo 2026 tem sido maravilhosa, celebrando a maior edição de todos os tempos do torneio com uma fase inédita de 16 Avos de Final que já trouxe várias surpresas – incluindo, por exemplo, a eliminação da Alemanha para o Paraguai.
Parte do Grupo E na primeira fase da Copa, a seleção europeia foi a segunda a ser eliminada entre seu grupo, depois de Curaçao. No entanto, o Grupo E já deu adeus a todos os seus representantes, já que Costa do Marfim e Equador também foram derrotadas por Noruega e México, respectivamente.
Ainda assim, na Copa do Mundo do TMDQA! todos esses países seguem vivos na nossa série que destaca a pluralidade do mundo da música, te levando por uma viagem pelas culturas de diferentes países e mostrando que há (muita) coisa boa espalhada por aí.
Do Pop ao Metal, passando pela música tradicional e pelo Indie, você poderá ouvir artistas e bandas de todo planeta, já que indicaremos um nome de cada país de acordo com os grupos das seleções.
Veja a lista do Grupo E logo abaixo, depois dos links para os grupos anteriores!
Bandas e artistas do Grupo E da Copa do Mundo 2026
Alemanha: Electric Callboy
A Alemanha é, historicamente, uma das maiores potências musicais do planeta. No Rock e no Metal, nomes como Rammstein, Scorpions, Helloween e Kreator ajudaram a definir gêneros inteiros, e a cena pesada do país segue sendo referência mundial.
Na música eletrônica, o legado é igualmente monumental: do Kraftwerk ao techno de Berlim, a Alemanha moldou boa parte do que se ouve nas pistas, e nomes contemporâneos como Boys Noize e o duo Brutalismus 3000 mostram que a inovação segue em curso.
Por isso, o grande destaque escolhido para esta Copa é o Electric Callboy, banda que une esses dois mundos e foi formada em 2010 em Castrop-Rauxel.
O grupo, que até 2022 se chamava Eskimo Callboy (o nome foi alterado após o reconhecimento de que o termo era considerado pejorativo para os povos Inuit e Yupik), faz uma fusão de Metalcore com EDM e Pop que soa como a boyband mais pesada do mundo, cujos vocais se dividem entre gritos guturais e melodias grudentas enquanto os clipes trazem sempre uma veia cômica.
Curaçao: Kevv.
Curaçao é uma pequena ilha caribenha de pouco mais de 150 mil habitantes, território autônomo do Reino dos Países Baixos, e sua presença na Copa do Mundo 2026 já é, por si só, um feito histórico.
No campo musical, o país não tem grande projeção internacional, mas carrega uma tradição cultural ligada ao Carnaval e ao gênero tumba, um ritmo de raízes afro-caribenhas que é a espinha dorsal das festividades da ilha. O grande nome histórico nesse terreno é Boy Dap, conhecido como o “Tata di Tumba” (Pai do Tumba) por ter vencido o prestigiado Festival di Tumba de Curaçao dez vezes.
Já na geração atual, o destaque vai para Kevv., artista nascido em Curaçao e radicado na Holanda. Autodidata em produção musical, fundou a DiKuraçon Productions e construiu uma carreira baseada em letras limpas e acessíveis, que misturam pop caribenho com elementos urbanos.
Seu hit “Bontardi” virou hino na ilha e em Aruba, e ele também fez uma música chamada “Yu’i Kòrsou” inspirada pela classificação histórica do time à Copa do Mundo.
Costa do Marfim: Ernesto Djédjé
A Costa do Marfim possui uma das cenas musicais mais inventivas e prolíficas do continente africano, com uma tradição de criar gêneros que se espalham pela África Ocidental e pela diáspora francófona.
O país é o berço do zouglou, música de protesto surgida nos anos 1990 entre estudantes universitários e popularizada internacionalmente pelo Magic System e pelo Espoir 2000, e do coupé-décalé, estilo percussivo e festeiro que surgiu no início dos anos 2000 e teve no DJ Arafat (falecido em 2019 em um acidente de moto) seu maior ícone.
Mas o artista escolhido aqui é Ernesto Djédjé, um ícone considerado o pai da música popular marfinense. Nascido em Daloa, Djédjé começou a tocar guitarra aos 15 anos e, após uma temporada em Paris no final dos anos 1960, retornou à Costa do Marfim para criar o ziglibithy, um gênero que combinava ritmos tradicionais com influências de nomes como James Brown.
Djédjé morreu prematuramente aos 35 anos, mas seu legado pavimentou o caminho para tudo o que veio depois na música marfinense.
Equador: La Máquina Camaleón
O Equador é um país que raramente aparece nos radares da indústria musical global, mas possui uma cena alternativa surpreendentemente rica com projetos como Floreana, Da Pawn, Nicola Cruz e Swing Original Monks, que demonstram que o país tem uma diversidade sonora que vai da psicodelia ao folclore eletrônico.
Mas a banda mais efervescente da cena equatoriana é, sem dúvida, a La Máquina Camaleón. Formado em 2012 em Quito, o grupo é liderado por Felipe Lizarzaburu, que adotou o alter ego “El Camaleón” para comandar uma proposta performática, energética e inclassificável.
A origem do projeto remonta a uma viagem de Lizarzaburu à Argentina, onde o contato com o rock de Fito Páez, Spinetta, Cerati e Charly García transformou sua maneira de conceber música. De volta ao Equador, ele canalizou essa influência numa máquina sonora que mistura indie rock, psicodelia, órgão setentero e letras que transitam entre filosofia, fantasia e esoterismo.
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Felipe Ernani
Copa do Mundo 2026: conheça bandas e artistas de todos os países do Grupo E




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