Copa do Mundo 2026: conheça bandas e artistas de todos os países do Grupo J

Bandas da Copa do Mundo 2026 - Grupo J

As semifinais da Copa do Mundo 2026 já estão rolando, e temos uma certeza sobre esta edição: o campeão não será inédito, já que todas as seleções remanescentes – França, Espanha, Argentina e Inglaterra – levantaram a taça no passado.

Essa reta final deixa muita gente com saudades da fase de grupos, mas por aqui a gente continua nesse ritmo de várias seleções com a nossa série que te leva para conhecer artistas de todos os países participantes. Desta vez, vale lembrar, tivemos a maior edição da história, com 48 seleções na disputa.

Para hoje, vamos mergulhar na música do Grupo J, que teve a Argentina como vencedora e única representante ainda em jogo já que Áustria e Argélia ficaram para trás na fase de 16 avos de final e a Jordânia, estreante em Copas, foi eliminada ainda na fase de grupos.

Logo abaixo, veja a lista com recomendações depois dos links para os grupos anteriores!

Bandas e artistas do Grupo J da Copa do Mundo 2026

Argentina: Fin del Mundo

A Argentina é uma das maiores potências musicais da América Latina, com uma tradição que vai do Tango ao Rock, passando por uma cena forte de Reggaeton e Trap, sempre com uma intensidade e uma sofisticação que são marca registrada do país.

No Rock, por exemplo, o Soda Stereo segue como referência absoluta e, mais recentemente, a banda Él Mató a Un Policía Motorizado se consolidou como uma das mais importantes do Indie latino.

Na cena urbana atual, a Argentina é simplesmente imbatível: Bizarrap reinventou o conceito de sessão musical colaborativa e se tornou um dos produtores mais ouvidos do planeta, Trueno leva o Rap argentino a estádios com uma potência que mistura freestyle, cumbia e consciência social, Milo J desponta como revelação do R&B e do Trap, e CA7RIEL & Paco Amoroso construíram um universo próprio no cruzamento entre Rap, Pop, Rock e performance visual, com uma química de palco que conquistou até fãs brasileiros.

Como todos esses nomes já são bastante conhecidos, o destaque por aqui é o quarteto Fin del Mundo, formado em 2019 em Buenos Aires por Lucía Masnatta (guitarra e voz), Julieta Heredia (guitarra), Yanina Silva (baixo e coros) e Julieta Limia (bateria) com uma sonoridade que transita entre Post-Rock, Dream Pop, Shoegaze e Indie, com guitarras atmosféricas e letras introspectivas que evocam paisagens vastas e emoções densas.

Argélia: Imarhan

A Argélia possui uma cena musical rica e diversa, com uma tradição que vai do raï, gênero de canção popular nascido em Orã nos anos 1920 e popularizado mundialmente por Cheb Khaled e Cheb Mami, ao chaâbi, estilo de música urbana cujo nome significa justamente “do povo”.

Nas últimas décadas, a música argelina vem evoluindo e ganhando novos elementos, resultando em ótimos nomes como o Imarhan, quinteto de Rock tuaregue formado em 2006 em Tamanrasset. Liderado pelo vocalista e guitarrista Iyad Moussa Ben Abderahmane (conhecido como Sadam), ao lado de Tahar Khaldi (baixo), Hicham Bouhasse (guitarra), Abdelkader Ourzig (guitarra) e Haiballah Akhamouk (percussão), o grupo constrói sua música sobre a tradição do assouf, o blues do deserto criado por bandas como Tinariwen a partir dos anos 1970, mas a empurra para territórios cheios de groove, psicodelia e Pop que soam ao mesmo tempo ancestrais e contemporâneos.

O nome Imarhan, aliás, significa “aqueles de quem eu gosto” em tamasheq, a língua tuaregue, e reflete os laços de amizade que unem os integrantes desde a infância. Vale destacar que o grupo já colaborou com nomes como Gruff Rhys (Super Furry Animals) e Howe Gelb (Giant Sand).

Áustria: Opus

A Áustria é um país cuja contribuição para a história da música é literalmente inestimável. Mozart, nascido em Salzburgo, e Johann Strauss, o “Rei da Valsa”, de Viena, estão entre os compositores mais importantes de todos os tempos, e a tradição clássica austríaca moldou séculos de música erudita ocidental.

Chegando a tempos mais contemporâneos, há dois nomes que se destacam bastante: o primeiro é Falco, cantor que em 1986 se tornou o primeiro artista de língua alemã a alcançar o número um na Billboard americana com “Rock Me Amadeus”, uma homenagem ao próprio Mozart que virou fenômeno global.

O segundo é justamente a nossa escolha por aqui: a Opus, banda de Rock formada em 1973 em Graz que, em 1985, lançou “Live Is Life”, um hino de arena que se tornou uma das músicas mais reconhecíveis do planeta, foi imortalizada pelo aquecimento de Maradona antes de uma partida do Napoli (um dos vídeos mais vistos da história do futebol), virou trilha de comerciais, filmes e eventos esportivos, e voltou a viralizar nas redes sociais nos últimos anos, apresentando o Opus a uma nova geração que descobriu a banda pelo TikTok e pelos memes.

Vale destacar que a Áustria também tem representantes de peso na cena mais moderna, como por exemplo Raf Camora, rapper e produtor de ascendência cabo-verdiana nascido em Viena, que se tornou um dos artistas mais bem-sucedidos da música de língua alemã.

Jordânia: Akher Zapheer

A Jordânia é um país que raramente aparece nos radares da indústria musical global, mas curiosamente possui uma cena alternativa vibrante e em crescimento, especialmente em Amã.

Há, por exemplo, a nossa escolha para esta lista que é o Akher Zapheer (أخِر زَفير, “Último Suspiro”), uma das bandas mais respeitadas da região: formado em 2007 pelo vocalista e guitarrista Basem Sayej, o grupo tem influências do Grunge, mas canta em árabe de uma maneira que soa tão visceral e melancólico quanto as referências que carrega, incluindo nomes como Nirvana e Radiohead.

Outros nomes de destaque são Wessam Qutob, que conecta tradição e contemporaneidade, e siilawy, o grande fenômeno musical da Jordânia no momento com seu estilo único de Pop e R&B cantado em árabe. Vale conhecer também!

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Felipe Ernani

Copa do Mundo 2026: conheça bandas e artistas de todos os países do Grupo J


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