Jade Baraldo fala ao TMDQA! sobre o seu disco mais pessoal: “foi uma espécie de terapia”

Jade Baraldo fala ao TMDQA! sobre o seu disco mais pessoal:
Crédito: Thiago Augusto Baptista e Samuel Ferreira de Souza Junior

“Eu acho que esse álbum, de certa forma, me salvou”, declarou Jade Baraldo ao falar sobre Não Há Nada Mais Honesto Que Um Sonho, seu primeiro disco em sete anos, lançado após uma fase marcada pelo fim de um relacionamento conturbado e um intenso processo de reconstrução pessoal.

Em conversa com o TMDQA!, a cantora falou abertamente sobre as questões delicadas que guiaram boa parte do trabalho sucessor do seu álbum de estreia, Mais Que os Olhos Podem Ver, e revelou se sentiu receio em se expor demais através de suas novas canções:

“Fiquei com um pouco de medo, mas também foram as coisas que eu vivi. E eu acho que, dentro desse campo do legal, até juridicamente falando, eu estou protegida porque eu não cito nomes em nenhum momento. Mas o álbum relata coisas muito pesadas. Sobre abuso de substâncias, sobre abuso de poder no relacionamento, sobre o quanto você pode ser apagada por outra pessoa.

Eu acho que a gente perde a noção do quanto é sério a gente escolher e ficar muito consciente do tipo de pessoas que a gente deixa fazer parte da nossa vida pessoal. Eu passei por uma depressão muito profunda. Eu acho que esse álbum, de certa forma, me salvou. Ele foi uma espécie de terapia.”

Jade também comentou sobre a influência dos visualizers que estão sendo lançados com as músicas do disco e compartilhou suas três faixas preferidas do álbum. Além disso, ela contou ao TMDQA! os artistas que têm ouvido com frequência, e canções e álbuns que mudaram sua vida.

Confira a entrevista na íntegra e ouça o novo disco de Jade Baraldo ao final da matéria!

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TMDQA! Entrevista Jade Baraldo

TMDQA!: Jade, para começar nossa conversa, queria saber em que contexto as músicas de “Não Há Nada Mais Honesto Que Um Sonho” foram criadas?

Jade: Então, esse álbum começou a nascer há mais ou menos um ano e meio, assim. Eu acho que agora vai fazer um pouquinho mais de um ano e meio. Um ano e sete, oito meses, por aí. E começou a nascer num momento muito ruim, assim. Eu estava numa depressão muito profunda. Eu estava num relacionamento muito, muito desequilibrado. Num momento de vida muito esquisito. Foi tudo uma coisa atrás da outra. Eu tinha recém rescindido com a Warner, eu pedi pra sair. Então, cara, foi um momento muito estranho. E fazia tempo já que eu não lançava um álbum. Eu lancei meu primeiro álbum em 2019, então foi há muito tempo. Eu já estava com essa necessidade de querer lançar álbum. Porque eu gosto muito de álbum, eu sou uma consumidora de álbum. E pelas circunstâncias, assim, tipo… Primeiro foi a pandemia, depois a gravadora. E aí, a gravadora durou, assim, uns três anos, eu acho. Mas, enfim, meio que foi tudo uma coisa atrás da outra. Eu não consegui lançar álbum. E eu tava com essa coisa.

E aí, eu comecei… Veio uma espécie de enjoo. Cara, não sei, é muito horrível de descrever dessa forma. Mas foi um grande vômito, assim. E eu sozinha comecei a querer falar sobre isso. E eu uso muito essa figura de uma torneira abrindo a água. E a água sair suja. E pra depois ela clarear, sabe? Então, acho que as primeiras músicas do meu álbum foram isso. E eu estava tão ansiosa pra querer lançar um álbum que eu falava assim: “Agora começou a sair o álbum”. E aí as pessoas ficaram nessa expectativa durante muito tempo. Quando que, na verdade, agora que ele nasceu mesmo. Então, depois de um certo tempo falando muito que estava pra nascer álbum, eu parei. Falei assim: “Cara, agora eu vou ficar quieta. Não vou ficar mais dando expectativa nem pra mim, nem pros outros. Eu só vou fazer e lançar e pronto”, sabe? Eu não queria dar expectativa nenhuma mesmo. Só queria soltar o álbum e as pessoas sentirem ele da forma como elas têm esse vocabulário emocional, musical delas. E, tipo, absorver isso da forma delas.

TMDQA!: Um dos temas centrais do disco é o amor, que é explorado em diferentes estágios, partindo desde um desgaste até o amor próprio. Em algum momento você sentiu receio de se expor demais através das músicas e qual é a importância que você vê ao abordar esse tema nesse momento da sua carreira e nessa nova fase?

Jade: Nossa, que pergunta. Durante esse processo eu fiquei muito imersa e com muito medo também de falar sobre certas coisas. Apesar de eu ser uma pessoa conhecida por falar muito. Mas dessa vez realmente eu acho que eu ilustrei demais até. Fiquei com um pouco de medo. Mas também foram as coisas que eu vivi. E eu acho que, dentro desse campo do legal, até juridicamente falando, eu tô protegida nesse sentido, porque eu não cito nomes em nenhum momento. Mas o álbum relata sobre coisas muito pesadas. Sobre abuso de substâncias, sobre abuso de poder no relacionamento. Sobre o quanto você pode ser apagada por outra pessoa.

Eu acho que a gente perde a noção do quanto é sério a gente escolher e ficar muito consciente do tipo de pessoas que a gente deixa fazer parte da nossa vida pessoal. Então eu passei por uma depressão muito profunda. Eu acho que esse álbum, de certa forma, me salvou. Ele foi uma espécie de terapia. Até porque eu não estava conseguindo fazer terapia no ambiente em que eu estava. Eu estava casada. O ambiente em que eu estava morando não me deixava fazer terapia. Porque eu estava morando em São Paulo e era uma terapia à distância. Então eu me sentia meio vigiada. Eu não me sentia à vontade. Eu acho que a música foi uma espécie de salvação naquele momento. São muitos assuntos tabus. São muitas coisas que eu nunca vivenciei que eu tô colocando ali. Não daquela forma. Porque dizem que é isso. O karma é louco. Ele vai sempre repetindo de caras diferentes e de formas diferentes. Então, de certa forma, foi muito novo tudo que eu vivi. E é isso. Eu basicamente tô relatando de uma forma muito crua. E isso me deu muito medo.

TMDQA!: A gente percebe pelos sentimentos mesmos que as músicas passam. Pelas sensações que elas transmitem. E eu li que isso foi também uma coisa que você quis trazer nesse disco, que foi essa ideia de trabalhar uma dimensão mais sensorial um pouco. E acho que isso agora faz total sintonia com tudo que você tá relatando e com os assuntos que a gente vê no disco também. E aí eu queria te perguntar um pouco sobre isso, de como surgiu essa vontade e de que forma essa questão mais sensorial está presente nessas músicas também?

Jade: Teve um momento que eu acho que eu não estava conseguindo distinguir uma coisa da outra. E ficou tudo muito confuso. Essa questão sensorial, eu acho que ela veio mais de uma necessidade de eu poder me transportar para um outro lugar. Para um plano um pouco mais energético da coisa. E quem me ajudou muito a fazer isso foram os SANTIN, os produtores do álbum. Porque eu realmente estava numa confusão de sentimentos e de sensações. E às vezes eu queria dar uma direção para algumas músicas, um caminho muito pesado, porque eu estava realmente vivendo aquilo, sabe?

E aí eles vinham e falavam pra mim assim: “Amiga, mas não é isso que você queria passar? Não é uma coisa diferente?” Eu falava: “Cara, é verdade. Ah, então vamos experimentar isso.” E eles fizeram isso de uma forma muito delicada, de uma forma muito cuidadosa, acolhedora. Nossa, muita vivência, muita intimidade acabou acontecendo. Muito choro, muito expurgo. Foi uma catarse muito grande. Então eu posso dizer que essa parte sensorial, quem fica responsável muito também são os SANTIN , os compositores e produtores do álbum junto comigo. Eles que me ajudaram a tirar o melhor de mim, sabe?

TMDQA!: Um dos destaques do disco é essa mistura de gêneros, com você indo desde músicas mais marcadas pela guitarra como em “Doente”, samba e percussão em “Mar de Copa”, até canções mais suaves como “Domingo”. Me conta um pouco sobre a sua relação com esses gêneros que você decidiu explorar junto com o pop e quais foram suas principais referências para esse álbum?

Jade: As referências são muitas. Como você disse, ali em “Doente”, botar um pouco dessa coisa do blues. E é o pop também. Eu gosto muito de blues. Eu sou muito fã de uma mulher chamada Beth Hart. Ela é uma cantora de blues. Digamos que ela não é tão conhecida aqui no Brasil. Eu não costumo ver as pessoas falarem sobre ela. Mas ela é muito conhecida lá fora.

Ela cantou, fez dueto com o Joe Bonamassa, que é um dos maiores guitarristas do mundo, do mundo do blues. E ela sempre foi uma referência pra mim. Eu queria muito, inclusive, em “Doente”. Eu pensei assim: “Amigo nosso, eu queria tanto chamar o Joe Bonamassa pra fazer uma… Vamos botar uma guitarra”. Vamos botar essa ideia realmente de botar essa guitarra. Que acabou não entrando tanto. Mas foi uma questão de escolha do Thiago. A gente começou a discutir sobre isso. E aí, no fim, eu pensei: “Beleza, vamos fazer então uma versão, que é a versão que eu acho que seria a ‘Doente’ das entranhas mesmo.” E essa versão vai ter no deluxe.

Tô até dando spoiler. Essa versão jazz e blues foi como a música nasceu. Só que ela acabou tomando um outro lugar por conta da sonoridade do álbum mesmo, da produção. E eu acho que foi a melhor coisa que a gente pôde fazer. Eu acho que ela tá linda do jeito que tá. Mas eu ainda vou mostrar pras pessoas como ela nasceu. E a Beth Hart foi uma grande influência pra mim. Eu amo blues. E tem uma apresentação da Beth Hart que eu vivo assistindo. Eu acho que eu assisto ela de três em três meses. Que é uma apresentação ao vivo em que ela tá nitidamente quase morrendo. Ela tá muito magra. Ela era viciada em heroína. Ela superou hoje em dia. Ela tá bem. Você vê que o corpo dela tá forte. Ela entregou em uma das melhores performances que eu já vi em toda a minha vida. E é uma coisa muito louca pra mim ver uma pessoa que não tem nada a perder em cima do palco. E cantando com a voz rasgada. Com uma guitarra foda. Um dueto foda de guitarra. Muito louco. Eu fiquei muito chocada. Eu sou fã da Amy Winehouse também. Talvez tenha alguma coincidência. Mas eu acho que é mais pela forma como essa galera do rock e blues, que vem da mesma coisa do jazz, coloca verdade. Eu acho que tem uma verdade muito crua na arte que elas fazem. Principalmente as mulheres. Eu sou uma grande admiradora delas. Eu sou uma grande admiradora de jazz e de blues.

E da parte que é mais MPB, eu venho dessa família. Meu pai é violonista. Meu nome é Jade por causa do João Bosco. Meu pai é um grande fã do João Bosco. Então meu pai é um violonista muito virtuose, chato. então sempre foi muito difícil agradar musicalmente o meu pai. Ele vem muito com essa vertente da MPB, do samba. Eu cresci em Vila Isabel. Cresci no Rio de Janeiro até os sete anos. Eu morei em Vila Isabel. Então eu tenho essa vivência dessa região onde eu morei. E principalmente dos meus pais, que eram uma dupla. Eles cantavam em bares no Rio de Janeiro. Desde pequenininha eles juntavam as cadeiras pra eu dormir. Eu vivi muito isso na minha infância. Então eu acho que eu consegui botar um pouco disso no disco.

TMDQA!: Como você apontou antes, o seu primeiro disco foi lançado em 2019, meses antes da pandemia e agora sete anos depois chega o seu segundo disco. Imagino que algumas coisas tenham mudado durante esse período. Quem é a Jade que o público encontra nesse novo disco?

Jade: Essa Jade que o público encontra é uma Jade que se fudeu muito. É uma Jade que tomou muito no cu. É uma Jade que, por conta de ter passado por muitas coisas, graças a deus amadureceu. Eu tive a terapia como um ponto central na minha vida. Isso é uma coisa que eu espalho, a palavra da terapia, porque ela realmente foi muito necessária na minha vida. A gente tem várias formas de terapeutizar as coisas. Mas a terapia em si, que é um estudo voltado pra isso, foi muito imprescindível na minha vida. Eu comecei dançando, com dança era uma coisa que aliviava desde pequena. Depois eu comecei a compor e a cantar que foi uma coisa que me aliviou. E depois eu comecei a seguir firme na terapia.

E isso foi um negócio que me abriu portas, que me deu vários skills de como me manter sã, de como reagir a certas coisas que antes eu simplesmente ou só explodia, ou só me inibia, que eu não sabia me posicionar. A terapia me deu muita ferramenta, muito alicerce. Ela me deu força pra continuar fazendo o que eu faço. Vocês estão encontrando a Jade um pouco mais terapeutizada. E um pouco mais sem paciência. Não sei como dizer. Porque sem paciência envolve também muita política. Mas, ainda assim, é sem paciência. Eu sei muito mais o que eu quero agora. E antes eu deixava as pessoas se meterem muito no meu trabalho. Principalmente parceiros que eram homens mais velhos, pessoas da indústria. E hoje eu aprendi muito com isso, claro. Eu não vou simplesmente falar: “Nossa, foi horrível”. Serviu pra eu aprender o que eu não quero, pelo menos. Então eu acho que hoje eu tô realmente muito mais madura. Tô muito mais esperta. E é muito mais difícil me enrolar. Isso eu tenho certeza.

TMDQA!: E eu li que você vai lançar um projeto audiovisual para acompanhar o “Não Há Nada Mais Honesto Que Um Sonho”. De que forma esses visualizers influenciam na maneira como o público vai receber e ouvir esse novo disco?

Jade: Eles realmente influenciam muito. Apesar de eu achar que as músicas, você escutando elas e fechando o olho ou até depois fumar um baseado, qualquer coisa, você sente a música. Mas os visuais vieram como uma história muito importante, complementando a história que é contada no som. Não foi uma coisa pensada, a gente fazer um filme. Porque, no fim, virou um filme. Inclusive, vai ser lançado como um curta-metragem, digamos, no final de tudo. Mas a história dos visuais é fantasiosa e também crua, no sentido de contar a história da personagem. É uma personagem. No fundo é sobre a minha vida, mas ela é dividida em três partes, porque o álbum é dividido em três partes: o início, o meio e o fim. Tanto que tem um interlúdio que fala sobre essa virada de chave, que começa a trabalhar o amor-próprio.

A primeira personagem é uma personagem mais empoderada, mais fria, uma personagem minha que quase todo mundo já conhecia. Que tinha relação de abuso, mas ela era uma personagem muito forte. Aí vai pro meio da história. Essa personagem se apaixona. E essa paixão, barra vício, é uma coisa muito letal pra ela, que acaba com a vontade de viver que ela tem. E aí, do meio para o final, ela encontra uma cartomante, tira cartas, e a cartomante fala isso pra ela que “isso que ela tá vivendo é uma oportunidade. Ou você morre aqui, ou você transforma isso numa morte simbólica pra renascer. Porque, do jeito que tá, você não vai viver mais. E o destino está te dando uma segunda chance”. Ela literalmente fala isso no áudio. É meio sinistro isso. E aí vem a terceira personagem, que é essa renovação. Que também é uma mulher sensível, forte, mas que não é fechada. Ela é mais segura de si, dá mais espaço pra própria vulnerabilidade e entende que é necessário chorar pra depois se fortalecer. Ela está aberta para o amor, para deixar os caminhos dela abertos. Porque muitas vezes não é uma situação que fecha o nosso caminho, é a gente que fecha o caminho perante a situação. Então eu acho que a personagem entende isso. Ela tem esse momento de libertação.

E esses visuais são todos retratados como se fosse antigamente. A mulher que é a personagem que eu tô falando é uma mulher cabaré, uma mulher da vida. Ela conta essa história de como foi se virando, de como cresceu no universo masculino e aprendeu a sobreviver ali. Eu acho que é a realidade de muitas mulheres, por assim dizer. E eu coloquei aquilo ali de uma forma muito nua e crua. Muitas coisas fogem da minha vivência, que a personagem viveu, mas eu queria passar o sentimento da parada, sabe? E de uma forma artística também, fantasiosa. Porque, no fundo, é uma fantasia. Só que é muito real. As dores são muito identificáveis do que a gente passa.

TMDQA!: Jade, eu sei que essa não é uma pergunta muito fácil, mas das 11 faixas que você apresenta no disco, quais são as suas três preferidas e por quê?

Jade: Olha, pra mim, “Sobrenome” é uma das minhas favoritas. Eu acho que ela põe no liquidificador muitas coisas dessa primeira personagem que eu relatei. Essa música surgiu num momento muito especial pra mim. Num momento em que eu estava me reerguendo. Ela foi uma das últimas que eu escrevi pro álbum. A última que eu escrevi mesmo, que a gente fez, foi “Mar de Copa”, ela surgiu por último e fecha o álbum. Eu fiquei muito em dúvida. “Nossa, foge muito”. Mas eu acho que o álbum estava merecendo terminar pra cima e terminar alegre. E ele estava se afunilando para esse lugar naturalmente. “Sobrenome” é minha favorita. “Doente”, primeiro lugar no meu coração. Não tem como. “Doente” sintetiza o porquê que o álbum nasceu. Pra mim, “Doente” é minha favorita. Vamos botar “Doente”, “Sobrenome”… “Não Sonho o Mesmo Sonho”, que tem o Drum Bass, tem uma MPB ali no meio que rola também. Rola meio que uma oração falada mesmo. Pra mim, “Não Sonho o Mesmo Sonho” é muito especial. É um feat com os SANTIN , que geraram esse álbum comigo. São os pais gays desse álbum. Então, assim, essas três pra mim são as mais especiais.

TMDQA!: Pra gente finalizar, eu quero saber três a cinco discos que você considera seus melhores amigos.

Jade: Podem ser discos atuais também?

TMDQA!: Claro! Podem sim.

Jade: Então “Worst Girl in America” da Slayyyter. Esse álbum não sai dos meus ouvidos agora. Eu vou dar álbuns atuais, porque, se eu for falar dos da Amy Winehouse, o álbum “Frank” realmente me marcou muito. Mas eu acho que já meio que… Eu tenho que dar um clássico. Eu vou ter que falar que “Frank” realmente mudou a minha vida. Não tem como. Meu Deus, o último. Como é que eu não vou colocar Michael Jackson? Aquele álbum da Kali Uchis, “Sin Miedo (del Amor y Otros Demonios)”, esse álbum eu escutei muito também.

Eu ia falar Michael Jackson, mas esquece. Eu preciso enaltecer o Brasil de alguma forma. Os Tribalistas, porra. Os Tribalistas têm muita influência. Inclusive tem uma música que tá quase ali. Nossa, os Tribalistas são muito fodas. “Essa Mulher”, da Elis Regina, é um disco que mudou completamente a minha forma de… A música “Essa Mulher”, inclusive, que foi composta por uma mulher, mudou a minha vida. Nossa, tem muito álbum, né? É difícil escolher. Mas eu acho que esses são os principais, sabe? Que mudaram a minha vida.

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Lara Teixeira

Jade Baraldo fala ao TMDQA! sobre o seu disco mais pessoal: “foi uma espécie de terapia”


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