Lançamentos nacionais: Edu Falaschi, Eminence com Andreas Kisser e Papangu

Após revelar ao público os primeiros detalhes do universo conceitual de MI’RAJ, seu novo e ambicioso álbum, o cantor, compositor e produtor Edu Falaschi apresentou “Unchained”, segundo single que antecipa a nova fase de sua carreira.
A faixa chegou acompanhada de um lyric video desenvolvido por Gabriela Vessoni, baseado na identidade visual criada por Carlos Fides, responsável por traduzir em imagens a atmosfera mística e cinematográfica que permeia o projeto. Inserido em uma obra que combina elementos narrativos e espirituais de forma profunda, “Unchained” representa uma das composições mais ousadas e surpreendentes já lançadas por Edu.
A música expande os limites de sua sonoridade ao incorporar fortes influências do Rock Progressivo das décadas de 1970 e 1980, além de referências marcantes do rock fusion dos anos 1990. A busca por novas possibilidades sonoras também se reflete em um momento inédito na trajetória do artista, pois, pela primeira vez, um solo de saxofone integra uma gravação oficial de sua discografia.
O instrumento foi executado por Wagner Barbosa, músico que acompanha Edu há anos no projeto Moonlight, adicionando novas camadas de textura e reforçando o caráter experimental da composição. Outro destaque fundamental da faixa está na performance do baterista Jean Gardinalli.
Ao seu lado, o baixista Raphael Dafras assumiu papel de grande relevância ao explorar linhas mais orgânicas, rítmicas e groovadas do que aquelas tradicionalmente encontradas no power metal, contribuindo para a identidade singular da faixa. Na guitarra, Victor Franco desenvolveu um solo em estreita colaboração com Falaschi.
Eminence

Antes da despedida oficial do Sepultura dos palcos, o guitarrista Andreas Kisser participou de mais um registro marcante de sua trajetória no Metal mundial. Ele assinou um solo em “Silent March”, novo single da Eminence que dará nome ao próximo álbum do grupo, previsto para sair ainda este ano.
Sucedendo Dark Echoes (2021), o lançamento reforça a fase atual da banda, que completa 30 anos de estrada, enquanto o Sepultura atravessa sua quarta década de história em meio à turnê de despedida “Celebrating Life Through Death”. As duas bandas compartilham raízes mineiras e fazem parte de diferentes gerações do Metal surgido em Belo Horizonte, cena que se consolidou como referência no cenário mundial.
O Eminence, aliás, também foi convidado para participar de algumas datas da turnê de despedida do Sepultura, incluindo apresentações em Minas Gerais. O último show da carreira da banda está marcado para acontecer em São Paulo, no Estádio do Pacaembu, no dia 7 de novembro. Em nota para a imprensa, Andreas Kisser comentou o processo de criação de “Silent March”:
“A inspiração de cada solo vem naturalmente com a própria música, com a parte rítmica, a harmonia, onde eu posso me sentir mais à vontade, e elementos que eu sempre uso, velocidade, oitavas, alavanca, algumas coisas mais dissonantes também. Eu tenho esses artifícios e dependendo do que a música pede, eu faço alguns testes, passeio por alguns lugares, até montar um solo que possa ajudar de alguma forma a música de uma maneira geral. Estou muito feliz de fazer parte desse novo lançamento do Eminence. Além de ser fã do trabalho, somos amigos, a gente admira o trabalho um do outro. Me sinto honrado e vejo que o metal nacional está mais forte do que nunca.”
Papangu

“Taxidermia” é o terceiro single do álbum Celestial, da banda paraibana Papangu, e se destaca como a faixa mais pesada divulgada até o momento. A música abre de forma solene, mas rapidamente se transforma em um desfecho marcado pela tragédia e pela intensificação sonora.
Ao longo da faixa, o grupo atravessa uma ampla gama de influências rítmicas e estéticas. O vocal gutural se impõe sobre uma base que dialoga com o Rock Progressivo e o Thrash Metal, culminando em uma seção final de Black Metal que figura entre os momentos mais extremos do repertório do Papangu.
Em termos de linguagem musical, a canção pode ser descrita como um encontro entre Rush e Dimmu Borgir, combinando a complexidade da proposta com a agressividade de pedais duplos, blast beats e elementos sinfônicos típicos do cenário norueguês.
A construção da faixa também reflete um processo evolutivo dentro do estúdio. Inicialmente concebida para vocal melódico, a música foi progressivamente transformada durante os ensaios até exigir uma abordagem mais extrema, com a adoção integral do vocal gutural.
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Gabriel von Borell
Lançamentos nacionais: Edu Falaschi, Eminence com Andreas Kisser e Papangu




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