Os 10 melhores clipes de música de 2026 até agora, na opinião do POPline

2026 é um ano muito específico para o universo dos clipes de música. As visualizações no YouTube pararam de contar pontos para as paradas da Billboard, o que fez muitos artistas de primeiro escalão a repensarem suas estratégias de lançamento. Mas clipes ainda são uma ótima ferramenta para contar histórias, estruturar conceitos e eras, e complementar esteticamente a mensagem de uma música ou um álbum. Confira os dez melhores clipes de 2026 até agora, na opinião da redação do POPline!

Melhores clipes de 2026 até agora

10) “Fruto do Tempo – Luísa Sonza

Presente em “Brutal Paraíso”, álbum mais recente de Luísa Sonza lançado em abril, “Fruto do Tempo” ganhou um clipe que expande visualmente os temas centrais do disco. A produção aposta em uma narrativa simbólica sobre transformação, amadurecimento e encerramento de ciclos. A cena em que a cantora enterra sua antiga versão é o ponto alto do vídeo e sintetiza a proposta da obra, conectando imagem, letra e conceito de forma clara e impactante. Com uma direção segura e uma identidade visual marcante, o clipe ajuda a contextualizar a nova fase artística de Luísa Sonza. – Bruna Cora.

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09) “CHOOM” – BABYMONSTER

​Na outra ponta do pop, o BABYMONSTER entrega pura energia com o impactante MV de “CHOOM”, palavra que significa literalmente “dança”, em coreano. Fazendo jus ao título, o grupo aposta em um clipe extremamente dançante, recheado de coreografias afiadas e jogos de câmera que mostram por que elas são um dos nomes mais fortes da nova geração do K-Pop. – Vanessa Bandeira.

08) “O Chá” – Gloria Groove

Que saudade que estava dos clipes da Gloria Groove! “O Chá” marca os dez anos de carreira dela e retoma o universo e os personagens de “SEDANAPO” (2019). Após um longo período voltado para o pagode, a drag queen serviu tudo que os fãs de pop pedem: conceito, figurinos, cenários, musicão e coreografia. Eu particularmente adoro clipes bem humorados e o humor é um traço forte do novo trabalho da cantora por conta do personagem Lil Haze. – Leonardo Torres.

07 – “RUNWAY” – Lady Gaga e Doechii

Moda, personalidade e presença: Doechii e Lady Gaga têm o que é preciso para criar uma música e clipe tão icônicos quanto o propósito do filme que inspirou a canção. “O Diabo Veste Prada”, de 2006, realmente foi um marco no mundo pop, e o clipe para a continuação do longa não deixou a desejar. “RUNWAY” apenas reforçou o que já sabíamos: quando dois grandes ícones se juntam, o resultado não poderia ser menos do que sensacional.Leonardo Nascimento.

06) “Dance No More” – Harry Styles

A videografia de Harry Styles é muito bonita interessante. “Dance No More” rendeu novas críticas e questionamentos sobre “queer baiting” e, opiniões à parte, não é para isso que serve um clipe? Gerar conversas – nem todas confortáveis. Ao dançar de shortinho no meio de dezenas de dançarinos, em uma atmosfera altamente sensual, Harry personificou com perfeição o título do álbum: “Kiss all the time. Disco, Ocassionally”. Você sente que ele vai beijar alguém a qualquer momento, enquanto dança, dança e dança. – Leonardo Torres.

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05) “Stateside (Remix)” – PinkPantheress + Zara Larsson

A versão original, pouco conhecida, da música de PinkPantheress, já é ótima, mas o remix com Zara Larsson é tudo o que esperamos de um lançamento pop… Além de ter catapultado a carreira da sueca rumo ao mainstream, “Stateside + Zara Larsson” traz um videoclipe vibrante, multicolorido e que acerta muito ao brincar com a estética das atuais eras das duas artistas. Nos faz relembrar dos videoclipes repletos de elementos e nada minimalistas dos anos 2000 e nos dá a certeza de que o pop de hoje precisa mais disso… Entrega de looks, ‘carão’, coreografia, edições exageradas e extravagantes e encontros chocantes, 10/10! – Matheus de Carvalho.

04) “Desgraça” – Anitta

O que Anitta literalmente serve no clipe é o mesmo que os fãs vinham pedindo há anos… Um banquete. O “EQUILIBRIVM” é, de fato, o álbum mais diferente da discografia da cantora e, para encapsular essa história, ela entregou visuais à altura. O mistério e o obscuro da calada da noite dominam a atmosfera de “Desgraça”, que retrata a vivência de um terreiro. Anitta surge dominadora no videoclipe, sob um vestido vermelho, provocando magnetismo com seu domínio de câmera já intrínseco a ela. A coreografia bem orquestrada, os diversos elementos das religiões de matriz africana e um ‘break’ que permite que a história continue sendo contada mesmo no silêncio fazem de “Desgraça” um dos melhores clipes de 2026. Os outros visuais do “EQUILIBRIVM” não ficam muito pra trás… – Matheus de Carvalho.

03) “House Tour” – Sabrina Carpenter

Divertido, criativo e sensual, Sabrina Carpenter e Margareth Qualley (de “A Substância”) provam que realmente sabem como dirigir um videoclipe e se divertir ao invadir a casa de um completo desconhecido. Ao lado de Madelyn Cline (de “Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado”), Sabrina e Margareth brincam e exploram a sensualidade despretensiosa antes de fugirem da polícia e atropelarem um homem, como já é tradição nos clipes da cantora. – Leonardo Nascimento.

02) “the cure” – Olivia Rodrigo

​Entre os destaques do primeiro semestre, “the cure”, da Olivia Rodrigo, se consolidou como um dos clipes mais realistas do ano. Na produção, Olivia vive uma enfermeira focada em salvar corações partidos até que, em uma reviravolta poética, ela mesma acaba virando paciente do hospital. O visual abraça perfeitamente a mensagem da música: a dolorosa lição de que o amor romântico não consegue curar nossas inseguranças e problemas internos, representando tudo isso de forma muito clara. – Vanessa Bandeira.

01) “hate that i made you love me” – Ariana Grande

Primeiro single de “petal”, próximo álbum de Ariana Grande, “hate that i made you love me” ganhou um clipe que mostra como o formato ainda pode ir além da simples divulgação de uma música. Dirigido por Christian Breslauer, o vídeo aposta em uma narrativa de suspense psicológico e tem o ator Justin Long como peça central da história. A atuação de Long dá força ao enredo e transforma o clipe em uma experiência cinematográfica, explorando temas como obsessão, culpa e memórias difíceis de apagar. Com fotografia refinada, atmosfera inquietante e uma construção narrativa que prende a atenção do início ao fim, o vídeo amplia o significado da canção. – Bruna Cora.

Menção honrosa: “Confessions II – The Film” da Madonna

Em uma época em que artistas abrem mão de clipes e questionam sua eficácia por conta do algoritmo do YouTube, Madonna introduziu sua nova era com um curta-metragem de cerca de 14 minutos, o “Confessions II – The Film”. Antes de postá-lo na Internet, a rainha do pop promoveu uma exibição no Festival de Cinema de Tribeca, nos Estados Unidos.

Confessions II – The Film”, dirigido por Torso, conta com seis das músicas novas da norte-americana e diversas participações especiais. Há o momento “a substância” com Sabrina Carpenter, a parceria latina com Feid, o banheirão com Kate Moss, João Pedro e Benedict Cumberbatch, e muito close. É o tipo de audiovisual que já nasce icônico. – Leonardo Torres.

 

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Leonardo Torres

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