Papangu apresenta “Celeste”, faixa que antecipa o universo cósmico do próximo álbum da banda

Papangu apresenta “Celeste”, faixa que antecipa o universo cósmico do álbum homônimo
Crédito: Helder Bruno

“Celeste”, novo single da Papangu, dá nome ao próximo álbum da banda de Rock Progressivo, Celestial, com lançamento marcado para 7 de agosto pela Deck, e já está disponível nas plataformas digitais.

A faixa apresenta uma jornada sonora que transita entre o onírico, o cósmico e o ritualístico, elementos que atravessam a identidade artística do grupo e ajudam a construir a atmosfera do novo trabalho de estúdio.

A composição de “Celeste” nasceu do encontro entre duas referências fundamentais para a Papangu, começando pelo grupo francês Magma e passando pelo saudoso multi-instrumentista brasileiro Hermeto Pascoal, dois artistas que nunca dividiram o mesmo espaço, mas desenvolveram visões musicais que dialogam profundamente.

Enquanto Christian Vander, fundador do Magma, criou o idioma fictício Kobaïan para expandir sua mitologia cósmica e dar forma ao movimento Zeuhl, termo que, no próprio idioma criado pelo músico, significa “celestial”, Hermeto construiu sua trajetória a partir da ideia de uma música universal, na qual todos os sons do mundo possuem potencial musical e nenhuma fronteira entre culturas e tradições é definitiva.

Ao escolher o título do álbum, a Papangu percebeu uma conexão inesperada com os dois universos criativos. Celestial reuniu, de maneira quase intuitiva, a dimensão cósmica imaginada por Vander e a visão abrangente de Hermeto sobre a música como uma manifestação presente em tudo.

Papangu lançou o single “Celeste” antes da estreia de seu novo álbum

A sonoridade de “Celeste” também carrega marcas de uma experiência recente da banda, com sua primeira turnê internacional realizada poucos dias antes da gravação. Durante as longas viagens de carro, os integrantes ouviram repetidamente Marca Passo (2025), do Azymuth, álbum que influenciou a busca por texturas e timbres presentes na faixa.

A composição combina a narrativa cósmica do Magma e a liberdade sonora de Hermeto Pascoal, trazendo ainda uma inspiração azymuthiana incorporada principalmente nos momentos finais da música.

O piano desafinado que abre a faixa, com seu caráter imperfeito e delicado, estabelece desde o início uma atmosfera bucólica, quase como uma lembrança distante ou uma paisagem sonora suspensa no tempo. Em nota para a imprensa, o guitarrista Pedro Francisco comentou:

Quando pensei no arranjo de ‘Celeste’, comecei por uma melodia que veio de um sonho. Ela também encerra a música. No sonho, um menino vê um objeto voador no céu e fica encantado. O objeto desaparece, mas ele passa a querer fazer contato. É nesse momento que surge a parte mais ritualística e tensionada da composição: o menino tenta se comunicar, insiste, realiza esse chamado.”

Ouça “Celeste” logo abaixo!

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Gabriel von Borell

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