TMDQA! Entrevista: Fresno e a celebração de 10 anos de “A Sinfonia de Tudo Que Há” no Festival Doce Maravilha

O Rio de Janeiro recebe neste fim de semana a quarta edição do Doce Maravilha, festival que acontece nos dias 7, 8 e 9 de agosto no Jockey Club Brasileiro, na Gávea.
Sob curadoria de Nelson Motta, o evento aposta em encontros musicais que só existem ali, reunindo artistas de gerações e gêneros distintos em apresentações exclusivas, como Caetano Veloso convidando Emicida, Paulinho da Viola ao lado de Maria Bethânia e a Fresno celebrando 10 anos do disco A Sinfonia de Tudo que Há em uma parceria com a Nova Orquestra.
A banda faz parte da programação da Noite Doce, na sexta-feira (7), dedicada ao rock e ao emo nacional dos anos 1990 e 2000, subindo ao palco Bradesco às 21h, depois das apresentações de Dibob, que marca 25 anos de carreira e convida ícones da cena carioca, e do encontro entre Raimundos e integrantes do Charlie Brown Jr., representados por Thiago Castanho e Marcão Britto.
Em conversa com o TMDQA!, Lucas Silveira relembrou o processo de composição de “Hoje Sou Trovão”, faixa que ganhou participação de Caetano Veloso, e contou como está sendo a preparação para reencontrar o repertório orquestrado de A Sinfonia de Tudo que Há ao lado da Nova Orquestra.
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TMDQA! Entrevista Lucas Silveira (Fresno) sobre show no Doce Maravilha
TMDQA!: Vocês têm celebrado diversas datas marcantes nos últimos tempos e isso mostra consistência na carreira. Que memórias vocês têm de A Sinfonia de Tudo Que Há?
Lucas Silveira: Eu acho que quanto mais carreira você tem, é literalmente uma cauda longa, cumulativa de trabalhos. Então é natural que a gente encontre sempre motivos e álbuns e eras da banda que a gente percebe que vale a pena revisitar. O fã também – muitos fãs da banda não são necessariamente fãs há 20 anos. Então muita gente fica com esse FOMO [fear of missing out, medo de perder uma experiência], essa vontade de ter vivido uma coisa que não viveu, e a gente procura comemorar aniversários dos discos.
E com Sinfonia não é diferente. É um álbum que a gente lançou numa época que a banda não estava num momento de uma popularidade muito grande, mas a gente fez uma turnê de dois anos em casas menores – shows para 300, 400 pessoas. Então, é um disco que não viu a luz do momento que a gente vive hoje, que são shows para 4 mil, 5 mil pessoas. Desde sempre surgiu a vontade de revisitar e, ao mesmo tempo, surgiu a vontade de visitar ele com uma orquestra, que é o que a gente conseguiu agora.
TMDQA!: Esse álbum traz uma participação especial de Caetano Veloso em “Hoje Sou Trovão”. Conta pra gente como esse processo aconteceu até chegar na parceria efetivamente.
Lucas Silveira: Caetano Veloso é uma referência universal da Fresno e de todo mundo. A gente teve um momento de uma aproximação perto dessa época e ficou muito na nossa mente, minha e do Guerra, de compor uma música que servisse à Fresno e ao Caetano. E aí surgiu a música “Hoje Sou Trovão”.
A gente estava numa fase também de muita influência de música do Nordeste, principalmente na parte harmônica, e essa música surgiu disso. Ela tem uma levada com um quê de baião. Então, quando a gente mostrou ela pro Caetano, ele adorou. E foi meio inacreditável, porque justamente mostra também como o Caetano tem uma parada massa de apostar em coisas, não necessariamente pelo hype. Era um momento que a gente estava completamente deshypado, e o Caetano foi lá e participou dessa música com a gente. Foi muito incrível.
TMDQA!: O show será ainda mais especial porque contará com a Nova Orquestra, que tem feito releituras incríveis de artistas dos mais variados gêneros pelo Brasil. Como será esse encontro de Fresno e Nova Orquestra?
Fresno: O encontro vai ser isso, né? A gente vai priorizar a parte do setlist que tem músicas orquestradas. A gente tem muitos arranjos que já foram escritos para o Sinfonia; é um disco que tem seis ou sete faixas com orquestra completa.
A gente vai tocar literalmente essas, e algumas músicas da mesma era, da época do Infinito, da época do Maré Viva, que também têm orquestra. É um show que é em homenagem ao Sinfonia, mas pincela um pouco outros momentos da banda. Por exemplo, “Diga Parte 2” é uma faixa que tem um arranjo de orquestra insano, que a gente nunca viu ser tocado ao vivo, mas agora vai ser. Então a gente está bem feliz, louco para ouvir. Hoje a gente fez o primeiro ensaio, foi muito bom. A gente está bastante ansioso para levar esse show para a rua.
Serviço
Doce Maravilha 2026
Quando: 7, 8 e 9 de agosto
Onde: Jockey Club Brasileiro (Praça Santos Dumont, 31, Gávea, Rio de Janeiro)
Fresno com Nova Orquestra: sexta-feira (7), Palco Bradesco, a partir das 21h, na Noite Doce
Ingressos: inteira R$ 441, meia R$ 220,50, solidário R$ 286,65, passaporte R$ 515,97 (2º lote), à venda na plataforma Ingresse
Mais informações: @umadocemaravilha
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