“Vamos tocar essas músicas no auge”: ao TMDQA!, The Hives promete show intenso no Rock in Rio 2026

Depois de abrir os shows do My Chemical Romance no Brasil e lançar o documentário de turnê Live in Latin America, o The Hives volta ao país em setembro para uma apresentação de outro tamanho: o Palco Mundo do Rock in Rio 2026, no dia 4, ao lado de Foo Fighters, Rise Against e Nova Twins.
Para a banda sueca, formada em Fagersta em 1993 e conhecida pelo uniforme preto e branco e pela energia visceral em cima do palco, será o show de encerramento de uma longa temporada de verão no hemisfério norte antes de uma pausa.
Em conversa com o TMDQA!, o baterista Chris Dangerous falou sobre a relação da banda com o Brasil, o equilíbrio entre tocar os clássicos e as músicas mais recentes de The Death of Randy Fitzsimmons e do disco seguinte, e sobre a expectativa para dividir o line-up com nomes brasileiros como Capital Inicial, Detonautas, Black Pantera e Sepultura.
O músico também comentou, com bom humor, seu desconhecimento sobre a cena musical brasileira e deixou um recado para quem vai acompanhar a banda na Cidade do Rock. Leia na íntegra abaixo!
TMDQA! Entrevista Chris Dangerous, do The Hives
TMDQA!: Chris, vocês acabaram de lançar o “Live in Latin America”, documentando a turnê com o My Chemical Romance. Qual é a lembrança mais forte que você tem desse período em cima do palco no Brasil?
Chris Dangerous: Tocar no Brasil é sempre um prazer enorme, estar num país tão diferente, seja na natureza, seja no clima, seja na energia, vindo de nós, que somos da Escandinávia. É como tirar férias, sabe, conhecer um lugar incrível, mas ao mesmo tempo estar trabalhando e tocando para uma das melhores plateias do mundo. Então é uma honra absoluta pra gente, um prazer, e estamos muito felizes de estar voltando de novo. Estou bem ansioso. E vai ser o último show do nosso verão antes de entrarmos numa pausa. Então, que jeito de terminar, né? Vai ser bom.
TMDQA!: Vocês já vêm ao Brasil com uma certa frequência, mas tocar no palco principal do Rock in Rio é outra coisa. Não sei se você já ouviu falar do festival, mas vai ser uma experiência diferente, provavelmente a maior da carreira da banda. Como está sendo a preparação? Tem algo especial pensado para esse último show do verão?
Chris Dangerous: A gente tenta tratar todo show como importante, de certa forma. Vamos fazer o nosso melhor, tocar as músicas que a gente acha que o público quer ouvir, e tentar fazer isso da melhor forma possível. É meio que a nossa marca: tocar essas músicas no auge do nosso poder, sabe? Só fazer o melhor que a gente consegue. E sim, estou bem ansioso, na verdade. Pode ser que role algo especial. Quem sabe?
TMDQA!: Quem sabe, né? Seguindo nessa linha: o disco “The Death of Randy Fitzsimmons” foi muito bem recebido e trouxe um frescor grande para a banda. No tamanho de festival do Rock in Rio, onde muita gente vai estar esperando os hits, como “Hate to Say I Told You So”, como vocês equilibram a vontade de tocar as músicas novas com a entrega dos clássicos?
Chris Dangerous: Esses últimos dois discos que fizemos, o “The Death of Randy Fitzsimmons” e o “The Hives Forever Forever The Hives”, o pessoal parece amar tanto quanto os hits antigos. Então a gente toca bastante música nova dos dois discos, além dos clássicos que sabemos que o público realmente quer ouvir.
A gente não é uma daquelas bandas que param de tocar “Hate to Say I Told You So” porque enjoaram da música. A gente ama a música, então vamos tocá-la no set, vamos tocar “Tick Tick Boom”, e também vamos tocar um monte de músicas novas, e isso é muito divertido pra gente. Depois de mais de trinta anos nessa estrada, ainda estamos fazendo discos que o público parece gostar e querer ouvir ao vivo também. Então é muito divertido, é muita diversão mesmo.
TMDQA!: Falando em Rock in Rio, o line-up reúne bandas brasileiras como Capital Inicial, Detonautas, Black Pantera e Sepultura, que vai tocar logo depois de vocês. O Pelle já comentou em outras entrevistas que assistiu ao Sepultura quando era jovem e ficou fascinado. Vocês têm alguma referência musical brasileira? Não precisa ser rock, pode ser qualquer estilo.
Chris Dangerous: Da última vez que estivemos aí, fomos almoçar com uns caras da banda e da equipe deles, foi ótimo, um pessoal incrível. Fora isso, preciso confessar que não tenho muito repertório sobre música brasileira. Mas é divertido: sempre que estamos aí, a gente vai assistir shows, e às vezes nem lembro ou sei qual é a banda, mas é sempre um baita momento. É legal simplesmente circular por aí, assistir e escutar coisas, e às vezes em entrevistas colocam pra gente ouvir um monte de música brasileira grande, e parte é muito boa, parte não é tanto, mas é assim com qualquer tipo de música, né? Vai do gosto de quem escuta.
TMDQA!: Sem problema, vocês vão passar alguns dias por aqui, e eu vou tentar assistir o máximo de bandas e artistas que conseguir. Se puder dar uma sugestão: o Black Pantera é a banda de rock mais nova que curto muito, três caras de Minas Gerais, e é incrível.
Chris Dangerous: Ok, vou conferir. Black Pantera, vou dar uma olhada, sim.
TMDQA!: Para fechar, você pode mandar um recado para o público do Rock in Rio? A expectativa é ver vocês em setembro.
Chris Dangerous: E aí, Rock in Rio, aqui é o Chris Dangerous, do The Hives. A gente está indo tocar pra vocês. Estamos indo curtir esse país lindo, essa cidade linda, esse festival lindo. Mal posso esperar, estou bem ansioso mesmo. Espero encontrar vocês por lá e espero que a gente possa proporcionar um momento incrível para todo mundo.
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